Entrevistas de JoaQuim Gouveia

08
Nov 11

 

OCTÁVIO MACHADO

 

“O MEU PRIMEIRO AMOR FOI O FUTEBOL”

 

 Octávio machado é figura por demais conhecida em todos os meios. Presidente dos Bombeiros Voluntários de Palmela continua as suas lides no campo porque um agricultor não deixa morrer os seus sonhos. Jogador e treinador de renome adora sardinhas assadas e elege Eusébio, como o seu ídolo. Não compreende porque a China, domina o mundo e diz-se atento às injustiças e desigualdades. Eis um Palmelão, crente em Deus.

 

Como foi a sua infância?

 - Tive o privilégio de ter nascido em Palmela, terra de história e cultura, com muitos espaços amplos para desfrutar. Os meus tempos de escola foram maravilhosos. Tenho muitas recordações do meu tempo de menino. Era a Volta a Portugal em Bicicleta, que se acompanhava na rádio tal como os mundiais de Hóquei em Patins e o futebol. Depois imitávamos os nossos ídolos. Tínhamos muito respeito pelas autoridades. Ainda parece que sinto o ritual das caminhadas dos trabalhadores rumo aos campos com os cascos dos cavalos a bater na calçada.

 Como eram os seus pais?

 - O meu pai trabalhava na padaria do meu avô. Depois foi industrial de camionagem. A minha mãe trabalhava em casa e cuidava de mim e da minha irmã.

 O primeiro amor…

 - Foi o futebol que me absorvia por completo. Não tinha tempo para os namoros. O meu grande amor foi a minha mulher.

 E o primeiro emprego…

 - No Vitória de Setúbal, como jogador profissional. Fazia o que mais gostava e ainda me pagavam o que deu para continuar os estudos. Tirei o curso de serralheiro mas nunca cheguei a exercer a profissão.

 O que pensa do mundo?

 - Está do avesso. Há qualquer coisa que está errada. Fala-se muito em democracia e gestão mas a China é quem nos domina, um país onde o povo não tem qualquer tipo de regalias. Não compreendo este tipo de competição. Não é possível.

 Sente-se realizado humana e profissionalmente?

 - Já escrevi o livro, plantei a árvore e tenho filhos... Tenho os meus períodos de reflexão onde sou levado a pensar nas injustiças e desigualdades.

 A família, que importância?

 - Total. É o suporte, a estabilidade. Tenho dois filhos e um casamento de quase quarenta anos.

 Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

 - Nunca reflecti sobre isso mas penso que há sempre quem acredite numa entidade superior. Eu próprio acredito. E todos a essa força recorremos. É Deus.

 Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

 - Não é possível julgar o passado. Em cada altura tomei as decisões que achei que deveriam de ser tomadas.

 Que faz no presente e que projectos para o futuro?

 - Sou presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Palmela e empresário agrícola. Faço o que gosto e o que me dá mais prazer. Não tenho grandes projectos para o futuro. Só sei o dia em que nasci, não sei o dia de amanhã.

 

CAIXA  ALTA

 

 Um destino

 - Angola

 Um livro

 - Vocês sabem do que estou a falar

 Uma música

 - Emoções

 Um ídolo

 - Eusébio

 Um prato

 - Sardinhas assadas

 Um conceito

 - Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje

 

 

 

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 23:15

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