Entrevistas de JoaQuim Gouveia

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Out 13

 

 

“PODERIA TER SIDO PROFESSOR”

 

Nicolau da Claudina é um homem do associativismo regional. Nasceu e cresceu na Baixa de Palmela e teve uma infância feliz com muita brincadeira. Conheceu Sebastão da Gama, que o apoiou e incentivou bastante nos estudos. Embora reconheça que vivemos num mundo conturbado acredita que as coisas são agora mais calmas, comparativamente, aos anos das guerras mundiais. Acredita em Deus que diz ser o autor de tudo que vemos à nossa volta. Continua disponível para colaborar no movimento associativo

 

Como foi a sua infância?

Descendo de raízes humildes. Omeu pai era trabalhador rural na Baixa de Palmela, onde nasci e cresci. Jogava à bola, ao pião, ao berlinde, no fundo as brincadeiras eram todas iguais naquela época. Fiz a 4ª classe em Palmela, depois vim para Setúbal para a Escola Comercial (Sebastião da Gama), onde tirei o curso Geral de Comércio. O Dr. Sebastião da Gama apoiou-me bastante durante os meus estudos

 

O primeiro amor…

Com 15 anos com uma rapariga chamada Graciete. Mas já não tenho grande memória desse acontecimento. Amor a sério foi com a minha mulher

 

E o primeiro emprego…

Com 17 anos nos antigos Serviços Municipalizados de Setúbal. Ganhava 17 escudos por dia

Como é a sua casa? Como a define?

Moro em Palmela. Consegui construir a minha casa na qual tenho muito orgulho. Tem sido uma casa de família. Hoje é uma casa muito grande para apenas 2 pessoas. Repare que a minha casa tem 10 janelas.

 

O que pensa do mundo?

É um mundo conturbado. No entanto, estamos a travessar um período mais calmo relativamente ao que se passou nos anos 40 e 50 com a Guerra Mundial. Sinto-me bem com o mundo. Tenho uma vida calma e serena apesar de assistir a alguns casos que me podem deixar mais preocupado e perturbado  

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Não tenho duvida de que me sinto realizado. Tive uma profissão de que gostei muito. Pessoalmente fui sempre muito activo em inúmeras actividades em Setúbal e Palmela

 

Como se resolve a crise?

Se desse ouvidos ao que ouço a crise resolvia-se todos os dias. Toda a gente dá opiniões. Nós estamos a sofrer na pele. Não tenho solução para a crise. Os países mais ricos deviam apoiar os mais necessitados. Há uma grande discrepância entre os ricos e os pobres

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Deus criou o Homem, porque sem ele o mundo não teria existido. Sou católico. Tudo o que vemos à nossa volta é criação de Deus

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Suponho que não. Se não tivesse sido empregado bancário poderia ter sido professor, porque gosto muito de crianças e tenho paixão pelo ensino

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Estou reformado hà 25 anos. Tenho sempre várias actividades ao nível do associativismo. Enquanto Deus me der vida e saúde vou continuar a fazer isso desde que me dê alguma satisfação

 

CAIXA DAS PALAVRAS

                                                                                       

Um destino

Austrália

 

Um livro

Diário (Sebastião da Gama)

 

Uma música

Qualquer uma do Camané

 

Um ídolo

O meu pai

 

Um prato

Bacalhau com todos

 

Um conceito

Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti

publicado por Joaquim Gouveia às 12:54

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