Entrevistas de JoaQuim Gouveia

28
Out 13

 

“TENHO O MEU MUNDO, NO QUAL SOU FELIZ”

 

Joaquim Cavaco é um alentejano de Casa branca, que recorda com felicidade os seus tempo de infância, a primeira paixão e o primeiro emprego, na Marinha de Guerra Portuguesa, onde ingressou em 1988 como voluntário. O seu pai é o seu ídolo e confessa que a sua casa é o refúgio mais desejado ao final de cada dia. Tem o seu próprio mundo e prefere ignorar o mundo exterior porque diz que é conflituoso e problemático. Acredita que a palvra reforma, tal como a conhecemos, vai desaparecer do dicionario e, por isso, enquanto tiver projectos na gaveta há-de ser sempre um empreendedor.

 

 

Como foi a sua infância?

Semelhante à de muitos jovens e Amigos alentejanos, de onde sou natural, de Casa branca. Muita brincadeira voltada para o campo, como pescar nas barragens e albufeiras da zona, andar atrás de passaros com fisgas, caçadas aos coelhos com paus de vassoura, eu sei lá... o berlinde, o futebol, o pião, etc.. Casa Branca é um lugar onde a maioria da população estava directa ou indirectamente ligada ao caminho de ferro, porque é um entroncamento de várias linhas do Sul do País. O meu pai era revisor nos comboios. Foi uma infância muito feliz, muito pura. Hoje as coisas são mais “virtuais”, não existe o contacto com a Natureza, como naqueles tempos.

 

O primeiro amor…

Chamar-lhe-ia a primeira Paixão...Na escola secundária. Tinha 12/13 anos. Uma paixão de adolescência, assolapada. Mas não fui minimamente correspondido. Era uma rapariga mais alta que eu que, na altura, era mais para o baixinho e cheinho. Ficámos amigos. Mesmo assim aquela paixão ainda durou mais de um ano...penso que todos nós, na adolescencia, passámos por algo semelhante.

 

E o primeiro emprego…

Na Marinha de Guerra Portuguesa. Com muito orgulho. Fui militar voluntário durante 5 anos e meio, pertencia aos quadros permanentes. Fiz muitas viagens pelo mundo onde participei nos principais conflitos da epoca: Bósnia e Angola. Na altura, em 1989, ganha à volta de 65 contos. Nada mau, para a época...


Como é a sua casa? Como a define?

É o meu refúgio no final de cada dia. No campo, tal como o local onde fui criado. É onde coloco as idéias em dia, longe do stress habitual. Sou muito caseiro. Tem uma decoração minimalista com muito espaço. Não gosto de tropeçar em tapetes...

 

O que pensa do mundo?

Tenho o meu, no qual sou feliz. O outro prefiro nem pensar nele porque é conflituoso e problemático. Prefiro pensar que ele nem existe. Quero pensar que as coisas podem melhorar mas não me parece que isso aconteça. O mundo é muito instável devido aos interesses económicos

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Como pessoa sim. Tenho dois filhos que adoro, com saúde, o que é muito importante. Profissionalmente não me considero totalmente realizado. Enquanto conseguir ser empreendedor não irei parar. Tenho vários projectos na gaveta. Acho que a palavra reforma vai ser removida do dicionário, infelizmente, portanto teremos que continuar sempre a empreender

 

Como se resolve a crise?

Enquanto os interesses económicos e financeiros se sobrepuserem aos interesses das populações, a crise não terá solução. Quem é que está a ganhar com esta crise? Naturalmente os grandes grupos económicos e financeiros de nível mundial. Temos que inverter os valores mas isso é como lutar contra “moínhos de vento”.

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou ateu. Sei que nascemos de alguma coisa. Sou mais pela evolução das espécies do Charles Darwin. Foi o Homem quem criou Deus. O ser humano precisa de acreditar nalguma coisa. A vida é apenas uma passagem

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Rigorosamente nada. Nunca me arrependi do que fiz. Quando tomo uma decisáo está tomada e em consciência

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou proprietário de uma imobiliária, a Remax Alive e de uma empresa de projectos de interiores, a Simbologia. Para o futuro, como já referi, tenho vários projectos em agenda

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Praia de Galapinhos...principalmente fora da epoca alta.

 

Um livro

Livros técnicos

 

Uma música

It´s now or never (Elvis Presley)

 

Um ídolo

O meu pai

 

Um prato

Caldeirada muito picante

 

Um conceito

Viver como se cada dia fosse o último 

publicado por Joaquim Gouveia às 12:12

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