Entrevistas de JoaQuim Gouveia

28
Fev 14

 

Com o apoio  “HOTEL DO SADO”

 

“JÁ TIVE MELHOR OPINIÃO DO MUNDO”

 

José Maria Dias é um homem desde sempre apaixonado pela arte de Talma. A sua casa é o teatro e até pensa abdicar da sua condição de professor do ensino secundário para se dedicar em exclusivo à companhia onde é diretor artístico. Nasceu em Alcáçovas, no Alentejo mas sente-se cidadão de Setúbal. Começou a trabalhar ainda jovem numa oficina que montava mobiliário em tubo para os cafés. Tem a ideia de que o mundo é uma bola em movimento e, por isso, volvidos 40 anos voltámos ao 24 de Abril de 74. Sente-se um homem realizado e feliz. É ateu e acha que a crise deveria de ser para todos

 

 

Como foi a sua infância?

Sou alentejano. Nasci em Alcáçovas mas vim para Setúbal, tinha 6 anos e por isso considero-me cidadão desta cidade. No alentejo tive uma infância feliz e despreocupada. Tenho algumas memórias de brincadeiras com amigos que nunca mais vi mas que recordo os seus nomes. As memórias mais fortes são as da infância que vivi já em Setúbal, nas Manteigadas. Não havia luz elétrica e a estrada não era totalmente alcatroada. Fomos estrear uma vivenda que era alugada a um trabalhador da SAPEC. Andei na escola primária das Praias do Sado. Ía e vinha a pé pela Baixa de Santas. Era um bom aluno.

 

O primeiro amor…

Foi a minha mulher. Tive alguns namoricos mas nada consequente.

 

E o primeiro emprego…

No Zé do Porto, na rua João Elóy do Amaral, a fazer mobiliário de tubo para os cafés nas férias. Tinha 14 anos e ganhava 50 escudos por semana.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Passo mais tempo no teatro que na minha casa. No entanto a casa é o sitio que me descomprime. É uma casa confortável e muito agradável.

 

O que pensa do mundo?

Não penso as melhores coisas. Já tive melhor opinão do mundo. Tinha 16 anos quando se deu o 25 de Abril de 74. Na altura já tinha noção de algumas coisas. Sabia o que era o fascismo por linhas tortas. Sabia que quem estivesse conotado com o comunismo passava por muitas implicações. Felizmente também já tinha uma idade que me fez participar no 25 de Abril, ativamente, e isso fez-me acreditar num país que no futuro seria um mar de rosas. Volvidos 40 anos voltámos ao mesmo nível do 24 de Abril. Afinal o mundo é uma bola em movimento que não sái do mesmo lugar.

 

Sente-se realizada humana e profissionalmente?

Considero que sim. Humanamente tenho tido aquilo que desejei. Sou feliz, encontrei a estabilidade ao lado da minha mulher e do meu filho. Profissionalmente estou perto da realização. Tem sido uma luta constante mas ao mesmo tempo aliciante.

 

Como se resolve a crise?

E onde é que está a crise? A crise é para todos? Eu estou na zona de crise mas há indivíduos que até estão a prosperar. Os que estão em crise têm que ser solidários e inverter a situação. A crise deve ser para todos.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sem dúvida que foi o Homem quem criou Deus. Sou ateu.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Mudava. Tinha estudado mais quando era mais novo e licenciava-me mais cedo.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou encenador e diretor artístico do Teatro Estudio Fonte Nova e do Festival Internacional de Teatro de Setúbal. Para além disso sou professor de teatro na Escola Secundária Sebastião da Gama. No futuro pretendo continuar as minhas atividades. Talvez possa deixar de ser professor para me dedicar em exclusivo ao teatro.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Londres

 

Um livro

O diabo é um aborrecimento (Peter Brook)

 

Uma música

A mulher da erva (José Afonso)

 

Um ídolo

Não tenho

 

Um prato

Sardinha assada

 

Um conceito

Amor

publicado por Joaquim Gouveia às 13:59

27
Fev 14

 

Com o apoio “HOTEL DO SADO”

 

“JÁ ANDAMOS EM CRISE HÁ MUITO TEMPO”

 

João Reis Ribeiro é um professor bem conhecido nos movimentos cívico e cultural dos concelhos de Setúbal e Palmela. É oriundo da região de Viana do Castelo. Na infância ajudou os pais no cultivo das terras e no tratamento dos animais. Frequentou um colégio de Jesuítas. O seu primeiro emprego foi no Ministério da Agricultura e Pescas. À noite estudava e licenciou-se na faculdade de Letras. Em casa tem uma divisão onde guarda 7000 livros. Acha que o mundo é bonito mas o Homem nem sempre dá valor a essa riqueza. Não tem soluções para a crise e acha estranho que um país que começou com um rei a bater na mãe consiga ultrapassar alguma crise. Para si Deus e o Homem estão bem um para o outro

 

 

Como foi a sua infância?

Sou natural de Alvarães, região de Viana do Castelo.Foi uma infância feliz e com trabalho porque a minha família é originária do meio rural. Cultivava-se a pequena propriedade para sustento próprio e eu e os meus 4 irmãos ajudávamos bastante desde o cultivo ao tratamento dos animais. Na escola fui um bom aluno. Sempre gostei muito de aprender. Brincava na rua com os meus amigos que, com o passar dos tempos acabei por lhes perder o contato. Entretanto, após ter concluído a 4ª classe fui estudar para um colégio de Jesuítas, perto de Coimbra.

 

O primeiro amor…

Tal como todos os primeiros amores foi bonito mas durou pouco. Foi uma história de adolescência. Tinha 15 anos. Mas é uma boa memória.

 

E o primeiro emprego…

No Ministério da Agricultura e Pescas, em Lisboa, em 1978. Penso que ganhava 3.800 escudos. Tinha funções administrativas. Ao mesmo tempo fiz a minha licenciatura na Faculdade de Letras, à noite.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Confortável, agradável e tem uma divisão só para livros. Devo ter 7000 volumes. A casa é o espaço da família.

 

O que pensa do mundo?

Acho que o mundo é bonito mas o Homem, não tem olhado sempre para essa beleza da melhor maneira, seja em termos do respeito pela natureza, seja naquilo que todos nós devemos fazer para que o mundo seja bom.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sinto-me realizado sobretudo porque me oriento por valores que considero fundamentais como o respeito pelo outro, o saber, o trabalho e a amizade. São pilares essenciais na minha realização.

 

Como se resolve a crise?

Não sei. Sei que já andamos em crise há muito tempo e não sei se um país que começou com um rei lutar contra a mãe se tem hipóteses de ultrapassar crises. Há ainda uma outra razão para uma certa crise eterna que nos martiriza: recorda-se que Camões começa a sua epopeia com a glória dos Portugueses? E sabe como a termina? É com a palavra "inveja". Essa tem sido uma das pedras que a história portuguesa tem trazido no sapato, sempre a fazer doer muito... Acho que nos deslumbramos facilmente com os outros e que nos preocupamos muito pouco com a capacidade que teríamos de sermos nós a deslumbrar. Penso que a crise só se ultrapassaria com trabalho e empenho mais do que com austeridades e outras coisas que mais parecem castigos do que incentivos.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Ambos correm a par. Não concebo o Homem, sem acreditar em algo superior a si próprio, provavelmente Deus. Acho que estão bem um para o outro.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Teria mais reservas com algumas pessoas com quem me cruzei. Assumo todo o meu percurso.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou professor de português e espero continuar a sê-lo durante ainda muito tempo. Estou envolvido em projetos de cultura local e a minha intervenção cívica passa por aí.

 

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Portugal

 

Um livro

Muitos, mas “Os Lusíadas” e os Maias”, são essenciais

 

Uma música

4 estações (Vivaldi)

 

Um ídolo

A família

 

Um prato

Sarrabulho

 

Um conceito

Quanto mais sei mais descubro que tenho muito para aprender

publicado por Joaquim Gouveia às 11:00

24
Fev 14

Com o apoio “HOTEL DO SADO”

 

“APRENDI A DAR MAIS VALOR À VIDA”

 

Florindo Cardoso é um jornalista com provas dadas que já liderou vários projetos e tenta agora a sua sorte com o lançamento para as bancas de Setúbal, de um jornal semanal. É oriundo de Lagoa da Palha, na freguesia de Pinhal Novo, onde a terra tem cheiro e os campos são de liberdade e brincadeira. Para si a crise resolve-se com imaginação e a valorização das pessoas. A doença que o afetou ligou-o a Deus, confessando, ainda, a sua devoção a Nossa Senhora de Fátima. Começou a trabalhar nos tempos da rádio pirata e o seu primeiro amor foi um tempo feliz. A sua casa é onde vive os seus momentos. Adora açorda de gambas e o Papa Francisco é o seu ídolo

 

Como foi a sua infância?

Foi uma infância muito feliz. Nasci em Lagoa do Calvo, na freguesia de Pinhal Novo. Foi uma infância passada no campo, um sítio muito agradável. Não tinhamos preocupações, não havia problemas de segurança. Brincávamos bastante pelos campos. Tenho memórias muitos felizes desses tempos. Na escola sempre fui um aluno dedicado. A professora era a D. Emília, muito rigorosa e exigente. No dia da espiga íamos pelos campos colhê-la. Lembro-me do cheiro da terra.

 

O primeiro amor…

Foi um amor inocente. Não pensamos no futuro. Deixou-me boas recordações. Foi uma fase feliz da vida.

 

E o primeiro emprego…

Sempre fui jornalista. Iniciei-me na Rádio Pal, em Palmela, nos tempos da rádio pirata. Tinha 17 anos. Era um deslumbramento. Comecei como profissional em 89. Cheguei a Chefe de Redação.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É um ótimo lugar para viver. Foi escolhida por mim. Quando vim morar para Setúbal, apaixonei-me logo por esta casa. É acolhedora, silenciosa e onde vivo todos os meus momentos.

 

O que pensa do mundo?

Está complicado e a seguir um caminho que não me agrada. Passámos da fase do humanismo dos anos 80/90, para uma fase de capitalismo selvagem em que o Homem passou a ser um número. Isso preocupa-me bastante. A europa dos valores humanos está a transformar-se num continente liberal onde não se respeitam os direitos sociais adquiridos pela pessoa.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Totalmente não. Isso acontecerá apenas numa fase posterior. Gosto da pessoa que sou porque lutei sempre pelos meus objetivos e porque já passei por uma situação de saúde complicada aprendi a dar mais valor à vida. A nível profissional sempre defini os objetivos a atingir na minha carreira. Já passei por 5 projetos jornalísticos onde acabei por liderar e, atualmente, estou envolvido num projeto pessoal que será o lançamento de um jornal na cidade de Setúbal, em Março ou Abril.

 

Como se resolve a crise?

A palavra crise passou a estar na moda, infelizmente para nós. Acho que a crise se resolve com imaginação. Em Portugal, sempre fomos pobres e habituados a viver em crise. Logo a crise só se resolve com imaginação e a valorização das pessoas.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Deus criou o Homem. Sou católico, crente e bastante devoto de Nossa Senhora de Fátima. Confesso que a partir da minha doença oncológica senti que fiquei mais ligado a Deus. Foi essa fé que me fez ultrapassar todos os obstáculos.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Não mudaria muita coisa. Penso que aprendemos pelos nossos erros e a vida constrói-se com isso. No essencial acho que não mudava nada. Não tive más experiências.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Estou a preparar o lançamento de um jornal semanário e esse é, também, um projeto que me ocupará no futuro.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Londres

 

Um livro

Jangada de Pedra (José Saramago)

 

Uma música

Eu sei que vou-te amar (Maria Bhetânia)

 

Um ídolo

Papa Francisco

 

Um prato

Açorda de gambas

 

Um conceito

A razão e a fé devem andar juntas para se alcançar todos os objectivos

publicado por Joaquim Gouveia às 12:22

22
Fev 14

Com o apoio “HOTEL DO SADO”

  

“GOSTAVA DE VOLTAR A DAR AULAS E A ENSINAR”

 

José Luís Palma é professor mas, nesta altura, está impossibilitado de dar aulas devido a uma operação cirúrgica a que se submeteu. Mas gostava de voltar a lecionar. Assim a sua vida profissional é preenchida com a produção e sonorização de espetáculos, tarefa que adora porque lhe permite viajar, conhecer novas gentes e estar em festa permanente. Teve uma infância feliz e começou a trabalhar para compensar o ano escolar que reprovou. Acha que o animal Homem estraga o mundo para seu próprio conforto. Para si a crise resolve-se fazendo uma limpeza á classe política e acabando com a corrupção. Acredita que há uma entidade superior embora admita que, talvez, um dia a questão possa ser melhor explicada. A família é, para si, o mais importante

 

 

Como foi a sua infância?

Nasci em Lisboa, mas vim para Setúbal, com apenas seis anos de idade. Fiz a primária no antigo Externato Luisa Tódi, que com muita pena minha é hoje um edifício ao abandono. Cresci no Bairro do Liceu. Tive a possibilidade de brincar nas quintas onde é hoje o Parque de Vanicelos. Muitas brincadeiras e aventuras passadas com muita liberdade na rua. Foi uma infância feliz.

 

O primeiro amor…

Acho que foi no jardim de infância da terra da minha mãe, em Pernes, com uma menina que dizia que eu era o seu namorado. Devia ter 5 anos. Foi muito engraçado e inocente, claro.

 

E o primeiro emprego…

Tinha 14 anos. Reprovei no 8º ano por causa da brincadeira e entendi que devia compensar trabalhando. Fui para uma empresa de construção civil. Já ganhava 17 contos por mês.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É o ponto de partida e de chegada de cada dia. É o ponto de encontro da família. É acolhedora e tem um ambiente familiar.

 

O que pensa do mundo?

Devia de ser muito giro se o animal Homem, não o habitasse. Acho que estamos a estragar o mundo para nosso bem estar, conforto e prazer. Tenho receio das consequências.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Não, embora faço o que gosto. Não possa lecionar devido a uma operação que fiz à coluna. Gostava de voltar a dar aulas e a ensinar. Ainda tenho muito por fazer. Sinto uma enorme realização nos 2 filhos que tenho e de quem assisti aos nascimentos.

 

Como se resolve a crise?

Fazendo uma limpeza à classe política e rompendo com hábitos antigos de corrupção., de mentira e de conveniências. Quando o Estado olhar para o cidadão como pessoa e deixar de servir os interesses dos grandes capitalistas.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Todos precisamos de acreditar em algo. Fiz o meu percurso na Igreja católica sem, no entanto, ser praticante. Acredito que existe alguma coisa acima de nós. Mais tarde ou mais cedo talvez possa ser melhor explicada esta questão.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Havia coisas que mudava, pequenos pormenores, erros que trouxeram consequências menos boas. Mas, se calhar, também estas provocaram que outras melhores tivessem acontecido.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Dedico-me à sonorização e produção de espetáculos. Isto permite-me viajar, conhecer novas gentes e viver em festa durante quase todo o ano. Prefiro pensar um dia de cada vez com muito cuidado com o amanhã porque a vida é feita de momentos.

 

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Grécia

 

Um livro

Não há longe nem distância (Richard Bach)

 

Uma música

Who wants to live forever ( Queen)

 

Um ídolo

O meu pai

 

Um prato

Cozido à portuguesa feito pela minha mulher

 

Um conceito

Família

publicado por Joaquim Gouveia às 11:54

21
Fev 14

 

Com o apoio “HOTEL DO SADO”

  

“HOJE EXISTE UMA CRUELDADE MAIS SOFISTICADA”

 

O eng. Nuno David é um dos renomados pintores da cidade do Sado. Esteve ligado ao Ministério do Ambiente e ao Parque Natural da Arrábida, ao longo da sua vida profissional. Nasceu na fronteira do Catanga, em Angola e percorreu aquele pais durante a sua infância pelo fato do seu pai ser funcionário aduaneiro. Começou a trabalhar na Rádio Clube de Cabinda, onde abria as emissões e fazia os serões. A sua casa é âncora segura e, para si, a crise resolve-se com humanismo e solidariedade. Não é crente e diz mesmo que o Homem criou Deus, pela sua frágil condição humana. Como pintor tem vários projetos para o futuro próximo.

 

 

Como foi a sua infância?

Nasci no leste de Angola, na fronteira do Catanga, no Luau. Fui uma criança muito feliz porque o fato de ter vivido naquele ambiente africano emprestou-me uma postura descontraída, sem complexos rácicos e em partilha com todos. Na escola fui um aluno razoável. O fato de o meu pai ter sido funcionário aduaneiro permitiu-me conhecer Angola, de lés a lés, sobretudo a faixa litoral de Cabinda a Moçâmedes.

 

O primeiro amor…

Fui na escola primária em Moçâmedes. Tinha 9 anos e foi por uma rapariga que se chamava Regina, que era muito gira.

 

E o primeiro emprego…

Na Rádio Clube de Cabinda, com 17 anos. Era locutor. Na altura ganhava 500 escudos. Abria a emissora de manhã, depois ía para as aulas e regressava à noite para fazer os serões.

 

Como é a sua casa? Como a define?

O meu porto seguro. Uma âncora nas tempestades da vida.

 

O que pensa do mundo?

Sempre foi cruel, basta irmos à história. Tempos houve de uma forma clara e explícita. A conflitualidade humana nasceu da invenção da propriedade privada e, a partir daí, o sentido comunitário sofreu revezes. Hoje existe uma crueldade mais sofisticada.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Ainda não, ainda trilho esse caminho. Sou um insatisfeito permanente embora reconheça que a minha vida foi e é pautada por valores e princípios humanamente corretos, mas nunca nos realizamos completamente.

 

Como se resolve a crise?

Com mais humanidade e mais solidariedade. De que crise afinal falamos? A dos valores, a financeira, a da solidariedade?...

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou profundamente cético. Tudo começa no Big bang, embora a fraqueza humana se refugie, pela sua condição frágil, a um ser desconhecido. Para mim foi o Homem, que criou o seu Deus.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Sinceramente não. Reconheço que nem tudo foi bem feito mas gostei muito de ter passado pelas experiências e emoções que a vida me proporcionou.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Estou reformado do Ministério do Ambiente, onde trabalhei 32 anos. Sou pintor, leio muito e procuro ser solidário num país que sofre. Tenho vários projetos de pintura que me irão dar muitotrabalho num futuro próximo.

 

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Irlanda

 

Um livro

Memorial do Convento (José Saramago)

 

Uma música

Menina dos olhos tristes (José Afonso)

 

Um ídolo

Não tenho

 

Um prato

Moambada de peixe

 

Um conceito

Olha á tua volta sempre atentamente

publicado por Joaquim Gouveia às 09:19

20
Fev 14

 

“O trabalho de natureza social e humano é o que mais me preocupa”

 

O Eng. Francisco Carriço é o presidente da Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo dos distritos de Setúbal e Beja. Nasceu na província, numa aldeia próxima de Condeixa a Nova, mas passou a sua infância em Abrantes. Recorda-se do candeeiro a petróleo, dos burros que carregavam a água e de uma meninice onde não existiam computardores mas sim um telefone de manivela. Pugna pelo interesse dos associados das associações a que preside e diz que as micro e pequenas empresas são as que geram empregos estáveis. É crente em Deus e católico praticante e é da opinião que se devem confrontar responsabilidades a quem nos mergulhou na crise. Pretende continuar a servir o bem comum

 

Como foi a sua infância?

Foi uma infância ligada à província. Nasci no Rosmaninhal, em Condeixa a Nova, mas passei a infância em Abrantes. Fomos habituados a algumas regras. Não tínhamos computadores. Tínhamos o telefone 110 que se ligava à manivela para chamar a operadora. Na minha altura, anos 60/70 vivia-se na província como hà cerca de 100 anos atrás. No Rosmaninhal tínhamos candeeiros a petróleo e a água era carregada das fontes nos burros com os cântaros. Consegui acompanhar a evolução tecnológica dos ultimos 50 anos. Foi uma infância muito feliz, com muita brincadeira de rua partilhada com os amigos que sempre me habituei a respeitar.

 

O primeiro amor…

Aos 15 anos quando fui viver para o Fundão. Já jogava futebol na Desportiva do Fundão. Foi um amor de liceu com uma colega.

 

E o primeiro emprego…

Depois de fazer o curso de engenharia química, trabalhei na Franco Farmacêutica na Amadora. Tinha 21 anos. Não me recordo de quanto ganhava. Trabalhei no gabinente de engenharia e depois passei para o departamento de investigação. No entanto o primeiro emprego com contrato a sério foi na antiga fábrica Movauto, já em Setúbal, como chefe do departamento de pintura em 86.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Moro na baixa da cidade num prédio antigo mas completamente remodelado. É uma casa agradável e sinto-me... em casa, porque estou no meio dos comerciantes.

 

O que pensa do mundo?

Está a passar-se um fenómeno da globalização em que meia dúzia de empresas multi nacionais e outra meia dúzia de países estão a dominar o mundo. Irá existir uma classe rica dominante e a classe média está a desaparecer que no fundo é aquela que mais falta faz à economia de qualquer país.

 

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sinto-me. Fundamentalmente o trabalho de natureza social e humano é o que mais me preocupa. Fui desde muito cedo ensinado a colocar os meus conhecimentos em prol dos mais necessitados. E isso tem acontecido sobretudo no cargo que ocupo na defesa das micro e pequenas empresas que são as que geram empregos estáveis e quem ajuda ao bem estar da sociedade.

 

Como se resolve a crise?

Com patriotismo, ou seja, temos que defender o interesse da população portuguesa, confrontar responsabilidades a quem nos mergulhou na crise e sairmos da dependência dos grandes interesses financeiros e ecónomicos europeus.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Deus criou o Homem. Sou crente e praticante. A natureza é o expoente máximo da obra de Deus e o nosso egoísmo é que nos torna descrentes. O papel do Homem é o laço entre o passado e o futuro.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Penso que não. Tudo o que fiz foi de acordo com os meios e a época.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou presidente da Associação de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo dos distritos de Setúbal e Beja e Diretor da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal. Pretendo continuar a servir o bem comum, nomeadamente, as micro e pequenas empresas de todos os setores de atividade e dar assim também o meu contributo à economia da região e do país.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Tailândia

 

Um livro

Os Lusíadas

 

Uma música

Wish you were here (Pink Floyd)

 

Um ídolo

Papa Francisco

 

Um prato

Leitão da bairrada

 

Um conceito

Penso cada vez mais servir os outros

publicado por Joaquim Gouveia às 14:29

19
Fev 14

 

Com o apoio “HOTEL DO SADO”

 

“ESTA É UMA CRISE SEM ROSTO”

 

Graziela Dias é atriz, mãe e mulher de corpo inteiro. Nasceu em terras do campo onde a liberdade da infância tinha um sabor muito especial. A sua avó materna influenciou a sua personalidade e mantém, ainda hoje, uma relação cordial com uma das suas professoras do ensino primário. O seu marido foi o primeiro e único amor de uma vida que, nesta altura, se constrói com as adversidades do dia a dia. Começou a trabalhar num fotógrafo, atrás do balcão e decidiu ser atriz, profissão que ama profundamente, ou como diz “ a minha casa é o teatro”. A crise fá-la acreditar que é necessário um 25 de Abril, em cada país

 

 

Como foi a sua infância?

Nasci em Setúbal mas fui viver para a Venda do Alcaide, onde estive até casar. Tive uma infância muito feliz. Tenho muitas recordações dos meus avos. Os maternos viviam connosco e os paternos em Aljeruz. As minhas férias em passadas em Brejos do Assa, onde tinha muitos tios e primos por parte do meu pai. Havia muita alegria e brincadeira. Foi uma infância passada no campo com muita liberdade. As minhas avós marcaram-me profundamente. Muito do que sou acho que devo à minha avó materna. Na escola fui uma boa aluna. Recordo-me das minhas professoras e hoje ainda mantenho relação com uma delas.

 

O primeiro amor…

Foi o meu marido. Comecei a namorar com ele aos 16 anos. Não era muito ligada aos namoros. Era uma maria rapaz.

 

E o primeiro emprego…

Num fotógrafo na Fonte do Lavra. Era empregada de balcão. Tinha 18 anos. Não me recordo de quanto ganhava.

 

Como é a sua casa? Como a define?

A minha casa é apenas para dormir e pouco mais, por isso acho que o teatro é que é mesmo a minha casa.

 

O que pensa do mundo?

Ao chegar aos 52 anos esperava não ter que assistir aquilo que se está a passar no mundo. Vejo o mundo muito negro. No entanto tenho esperança de que as coisas se possam recompor, embora não seja fácil. Há uma grande crise de valores e um vazio enorme em cada um de nós. Só com uma rutura puderemos sair disto. Acho que há uma dor profunda no mundo que nos abala imenso. Acredito que isto terá inversão. Pensei que com o 25 de Abril, tudo fosse mais distribuído e que todos pudessemos viver mais dignamente.

 

Sente-se realizada humana e profissionalmente?

Humanamente sim. Tive a sorte de encontrar o Zé Maria na minha vida, e ser mãe. Profissionalmente ainda há muito por fazer. As adversidades não nos deixam atingir uma maior realização.

 

Como se resolve a crise?

A crise é fabricada por alguns senhores que ganham com ela e fazem-nos passar essa mensagem. Eles vivem sem crise. As pessoas devem tomar consciência e estarem atentas ao que as rodeia e juntos podemos inverter toda esta situação. Secalhar precisamos de um 25 de Abril, em cada país. Esta é uma crise sem rosto. Há que fazer uma revolução mundial.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Acho muito ingrato nascermos para morrermos. Tudo termina. Quero acreditar que há mais qualquer coisa para além disto. Não sei quem criou quem. Tenho as minhas dúvidas. Penso que há uma entidade superior.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Creio que não mudaria nada de significativo. Nunca pensei muito nesse assunto.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou atriz e produtora do Teatro Estudio FonteNova e do Festival Internacional de Teatro de Setúbal. No futuro vejo-me continuar a desenvolver estas profissões embora cada vez seja mais difícil. Vivemos em termos culturais um momento muito difícil.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Índia

 

Um livro

O espaço vazio (Peter Brook)

 

Uma música

Traz outro amigo também (José Afonso)

 

Um ídolo

Não tenho

 

Um prato

Sardinhas assadas

 

Um conceito

Viver um dia de cada vez tentando fazer alguém feliz

publicado por Joaquim Gouveia às 09:02

18
Fev 14

 

“O MELHOR DO MUNDO É A SUA DIVERSIDADE”

 

Amílcar Malhó é um aldeão da Quinta do Anjo, onde viveu toda a sua meninice e juventude. Em Setúbal frequentou a Escola Comercial, jogou futebol no Vitória e conheceu o seu primeiro emprego aos 13 anos, numa loja de tintas. Para si o melhor do mundo é a diversidade e o pior o acumular de riquezas. Acredita que o Homem criou Deus, pela necessidade de recorrer a algo quando não há mais solução. A crise é feita pelos que fecham as portas da vida digna. Não se sente ainda um homem totalmente realizado na vida. Há ainda vários caminhos a percorrer. Está ligado à área da gastronomia e vinhos

 

Como foi a sua infância?

Em Quinta do Anjo, onde frequentei a escola que tinha um extenso pinhal anexo, que deu lugar a urbanizações. O meu pai era um pequeno empreiteiro de pinturas de construção civil e a minha mãe fazia trabalhos de costura.

Sempre fui um aluno mais «desenrascado» que aplicado. Como dizia a professora Clélia, vivia com a cabeça na lua.

Lembro-me que na altura, ir a Setúbal era uma viagem entusiasmante e se tivesse que ir a Lisboa, não dormia na noite anterior.

Posso dizer que apesar das dificuldades, tive uma infância feliz.

 

O primeiro amor…

Sempre me apaixonei com facilidade e como todos os adolescentes, a cada paixão chamava amor. Tive muitos primeiros amores e tenho atualmente um grande amor.

 

E o primeiro emprego…

Foi numa loja de tintas para construção civil na Praça do Brasil, aos 13 anos. Vinha de Quinta do Anjo. de manhã, e depois do fecho da loja ia treinar futebol no Vitória, atravessava o Bonfim para ir às aulas noturnas na Escola Comercial e pelas 23.30 regressava a casa.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Onde passo a maior parte do tempo pois tenho lá um escritório. É uma casa acolhedora, com um jardim onde, sobretudo no Verão, passo momentos muito agradáveis à volta da mesa.

 

O que pensa do mundo?

O melhor do mundo é a sua diversidade. O pior do mundo é a semelhança entre os maus comportamentos humanos, muito em particular por parte de quem só pensa no lucro, no acumular de riqueza.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Penso que nunca me sentirei totalmente realizado apesar de já ter alcançado algumas metas dos percursos definidos. Mas há outros caminhos que ainda quero percorrer.

 

Como se resolve a crise?

As crises são ciclicas e provocadas e alimentadas por quem sempre delas beneficia. Os tais que dizem que os períodos de crise são «janelas de oportunidade» mas que contribuem para que se fechem «portas de vida digna» para muitos milhares de pessoas.

Podemos e devemos lutar, talvez com o voto, para mudar temporariamente o curso da nossa vida coletiva, mas sempre que isso lhes seja favorável, são os poderosos que decidem o caminho.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

O homem criou Deus por necessitar de algo em que acreditar, a quem recorrer quando pensa não ter outra solução. Mesmo os ateus dizem muitas vezes “ai valha-me Deus”. O homem criou Deus e as suas doutrinas, mas não as respeita.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Se isso fosse possível seria tão dificil analisar o que mudaria ou não, que o melhor seria deixar como está.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Dedico-me quase exclusivamente à área de gastronomia e vinhos, que é muito, mas muito mais, que comer e beber. Pesquiso, escrevo, participo em palestras, concursos e outras atividades.

No futuro, quero continuar a recolher conhecimentos e, sobretudo, ter oportunidade para os partilhar.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Timor, onde estive em 1975.

 

Um livro

Capitães da Areia (Jorge Amado)

 

Uma música

Quase todas de Patxi Andion

 

Um ídolo

Não tenho

 

Um prato

Uma boa cabeça de peixe cozida com legumes

 

Um conceito

Vive e deixa viver!

publicado por Joaquim Gouveia às 08:58

17
Fev 14

 

com o apoio do “Hotel do Sado”

 

“TEMOS MUITO TRABALHO PELA FRENTE!”

 

Pedro Gaivéo Luzio é um  homem ocupado com as inúmeras tarefas que tem entre mãos e os cargos que ocupa na vida setubalense. É empresário no ramo da pintura da construção civil e autarca na nova União de Freguesias. Descende de famílias setubalenses e foi na cidade que viveu toda a sua vida. Apaixonou-se pelos olhos azuis mais bonitos do mundo e começou a trabalhar como escriturário num grupo da Setenave. Tem do mundo uma visão positiva e diz que há muito ainda por fazer para que a crise seja resolvida. Ainda não encontrou a explicação para Deus e diz-se diosponível para continuar a trabalhar em prol dos que mais necessitam enquanto membro de várias organizações da cidade

 

Como foi a sua infância?

Foi uma infância normal para a época, muito difícil mas feliz. Sou setubalense de gema, da família Gaiveo, do bairro de Troino e da família Luzio, do bairro Santos Nicolau. Em 1971 fui para a Escola Conde Ferreira, na Av. Luisa Todi e cuidava dos meus três irmãos mais novos. Jogava ao berlinde, ao pião e ao “lá vai alho” e muito futebol. Joguei em várias colectividades como nos “Vitorianos”, “Casa da Cultura”, “Os Africanos”, “Quinta das Amoreiras”, etc..

 

O meu primeiro amor...

O meu primeiro amor foi uma rapariga de olhos azuis e muito grandes, os mais lindos do mundo e fiquei logo apaixonado. Conheci-a num baile de carnaval no Pavilhão do Vitória.

 

E o primeiro emprego...

Foi como escriturário da Direcção do Clube Desportivo e Recreativo Hoteleiros da Setenave.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma casa acolhedora, cheia de recordações da minha vida profissional agitada nos fuzileiros e defino-a como o meu porto de abrigo e a minha base. É onde ganho forças, sou abastecido e recupero das mazelas do dia-a-dia e saio como novo para os desafios seguintes.

 

O que pensa do mundo?

É maravilhoso, é único, é das melhores coisas que temos na vida. Infelizmente existem muitas desigualdades devido há falta de bom senso do ser humano.

  

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sou um homem extremamente ocupado e tento gerir o meu tempo da melhor forma possível, mas ainda não me sinto totalmente realizado tanto a nível humano, como profissional.

 

Como se resolve a crise?

Não se resolve, vai-se resolvendo... Temos que tornar sustentável a situação financeira, quer do Estado, quer da economia, ajustando-se ao regime monetário resultante da adopção do euro, tornando a economia flexível e concorrencial para ser eficiente e poder competir (com uma moeda que não controlamos), assegurando o retorno á convergência económica; e preservar as condições necessárias para que a comunidade nacional, não perca os instrumentos essenciais, para continuar a controlar o seu destino e a oferecer oportunidades de realização plena aos seus cidadãos.

A crise só será apropriadamente resolvida com a restauração das condições de crescimento em curto prazo. Mas estas, se tiverem sucesso, demoram tempo a produzir os resultados desejados e podem, no imediato e transitoriamente, ter efeitos indesejados. Pelo que "o entretanto" - o tempo entre os efeitos adversos da austeridade e do primeiro impacto de algumas reformas e os efeitos favoráveis das reformas estruturais, será um tempo de tensão que poderá erodir a base social e política de resposta ao desafio. Temos muito trabalho pela frente.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Por tudo o que estudei e com pensamento lógico cientifico, foi o Homem que criou Deus, mas espiritualmente todo o Homem acredita numa força maior, que ainda não se conseguiu comprovar cientificamente. Eu próprio, muitas vezes, também procuro acreditar em algo para poder obter forças e ajudar cada vez mais as pessoas que necessitam.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Se tivesse essa capacidade mudava algumas decisões tomadas no passado, mas como não posso mudar, adaptei-me ás decisões tomadas  e caminhei no sentido de melhorar a cada dia.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Além de ser militar de profissão desde da idade da adolescência, onde aprendi mil e uma coisa. Em 2003 fundei a empresa GAIVEO LUZIO - pinturas de construção civil, onde envolvi várias dezenas de famílias que colaboram comigo. Além de ser Deputado eleito pelo PSD na União de Juntas de Freguesia de Setúbal, onde ajudo muitas pessoas. Sou Director Consultor do BNI Setúbal, onde estou a adquirir muitos conhecimentos e formação a nível empresarial e ajudo outros empresários a alcançar o sucesso. Além de pertencer á Assembleia Geral da Academia do Bacalhau de Setúbal, onde ajudo muitas instituições. Além de estar inserido num projecto fabuloso com pessoas de mobilidade reduzida na Direcção como Vice-Presidente da Associação de Promoção de Actividades Acessíveis de Setúbal. Além de ser membro efectivo do Clube de Fuzileiros de Setúbal. Também sou sócio do Vitória, muito atento à actual situação do Vitória, em conjunto com várias dezenas de sócios, onde procuramos ajudar o Vitória. E estou sempre disponível  para projectos futuros com grau de dificuldade elevado, porque devido á minha personalidade, sou tentado em envolver-me, principalmente se fôr para ajudar o próximo. Participo em vários projectos, ainda em fase embrionária, que permitirão melhorar a vida das pessoas da Cidade de Setúbal

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Japão

 

Um livro

O Código da Vinci

 

Uma música

Gente da minha terra (Mariza)

 

Um ídolo

 O meu filho

 

Um prato

- Salmonetes grelhados com molho dos fígados á Setubalense

 

Um conceito

PODER DE UM (deparar-se num contexto com grandes desafios em simultâneo, e ter a capacidade de analisá-los e resolvê-los um por um, de acordo com o seu grau de prioridade

publicado por Joaquim Gouveia às 09:05

15
Fev 14

 

Com o apoio “HOTEL DO SADO”

 

“NÃO ME LEMBRO DE VIVER SEM CRISE”

 

João Moço é locutor na Rádio Jornal de Setúbal. É filho de Setúbal e da geração dos anos 80. Ainda continua por encontrar o primeiro amor. Aos 10 anos vendeu flores à porta do Hospital de S. Bernardo. Pensa que o mundo evolui rapidamente e que nos estamos a adaptar a uma realidade completamente diferente ao nível dos usos e costumes. Critica passos Coelho e o seu governo por terem estagnado a economia. Não se lembra de viver sem crise que, acredita está connosco desde a fundação de país. Foi batizado na Igreja católica sem direito de opinião porque, na verdade, não acredita em Deus e acha que a Igreja católica é um dos grandes problemas do mundo. É DJ, sepeaker no Vitória de Setúbal e animador de karaoke. A mãe é o seu ídolo

 

Como foi a sua infância?

Sou da geração dos anos 80. Nasci em Setúbal, no bairro Santos Nicolau. Nos anos 90 fomos morar para a Bela Vista. Passava o tempo a jogar á bola mas percebi que até nem tinha muito jeito para seguir carreira. A minha infância foi dividida entre a casa dos meus pais e a dos meus avós por causa dos estudos. Andei na escola primária nº 12 da Fonte do Lavra. Fui um aluno razoável, um pouco distraído nas aulas, parecia que vivia um mundo à parte, sempre a imaginar coisas. Felizmente nunca me faltou nada em casa.

 

O primeiro amor…

Já tive alguns namoriscos mas ainda continuo á espera do 1º amor.

 

E o primeiro emprego…

A minha primeira experiência foi na florista da minha tia. Ela tinha uma loja no Hospital de S. Bernardo e eu ía para a porta principal vender flores. Ela dava-me sempre umas moedas. Mais tarde trabalhei na Gonvari, em Azeitão, onde já ganhava o ordenado mínimo.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Vivo com os meus pais. Ainda não é a minha casa. É grande e acolhedora mas só lá vou praticamente para dormir.

 

O que pensa do mundo?

Uma tentativa que nós temos para acompanhar a evolução rápida dos últimos tempos. Estamo-nos a adaptar a uma realidade completamente diferente. A tecnologia mudou tudo desde os hábitos aos costumes. É um mundo bastante difícil e rápido.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Profissionalmente trabalho no que gosto mas ainda tenho muito para realizar. Todos os dias tenho um objectivo diferente. Humanamente falta-me tudo: escrever o livro, plantar a árvore e ter o filho.

 

Como se resolve a crise?

Não me lembro de viver sem crise. Acho que estamos em crise desde a nossa fundação como país. Acho que Passos Coelho e o seu governo têm estagnado a economia e não é assim que se resolve a crise. Só relançando a economia é possível resolver a situação.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou batizado na Igreja católica mas não sou crente. Não tive direito de opinião sobre o meu batismo. Para mim foi o Homem, quem criou Deus, claramente e criou a Igreja católica que é um dos grandes problemas da sociedade.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Não mudaria nada. Não me arrependo do meu percurso destes 34 anos de vida. Foram bem vividos.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou locutor na Rádio Jornal de Setúbal, DJ, speaker no Vitória de Setúbal e animador de karaoke. Por outro lado estou a gerir o restaurante “Vitória”, que é dos meus pais. No futuro próximo tenho muitos projetos para concretizar. Mas quero viver um dia de cada vez.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Nova Iorque

 

Um livro

A lua de Joana (Maria Teresa Maia Gonzalez)

 

Uma música

Estrela do mar (Jorge Palma)

 

Um ídolo

A minha mãe

 

Um prato

Choco frito

 

Um conceito

Saúde e paz, tudo o resto corremos atrás

-

publicado por Joaquim Gouveia às 12:37

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