Entrevistas de JoaQuim Gouveia

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Jul 14

 

Com o apoio: Hotel do Sado

 

“A CRISE QUE NOS ASSOLA É ESTRUTURAL”

 

Paulo Pisco é arquitecto urbanístico e professor de artes visuais. Veio para Setúbal, com 5 anos de idade e conheceu amigos, professores e brincadeiras que lhe toldaram a infância. Aos 15 anos substituiu uma funcionária na sede PSD, onde começou a trabalhar. A sua casa é a sua fortaleza e esforça-se por olhar para o lado bom do mundo e da vida. Para si a crise é fruto de uma mudança estrutural. É crente em Deus e, como não há máquinas do tempo tenta corrigir as suas próprias imperfeições. O seu ídolo é leonard Da Vinci e gostava de ir à Lua

 

Como foi a sua infância?

Nasci em Angola, fruto da história do nosso país e porque o meu pai era militar por profissão. Vim para Portugal, com 2 anos e meio e vivi na casa dos meus tios em Alhandra. Com 5 anos vim para Setúbal. Acabei por ter uma infância feliz. Como morava ao fundo do bairro do Liceu, vivi entre o campo e a cidade com muita brincadeira e muitos amigos que ainda hoje conservo.

 

O primeiro amor…

Com 13 anos uma paixão violenta e assolapada por uma rapariga que era irmã de um amigo do meu irmão. A paixão ainda durou algum tempo. Até conhecer a minha mulher coleccionei algumas paixões.

 

E o primeiro emprego…

Substituí uma funcionária de escritório na sede do PSD de Setúbal. Tinha 15 anos e sei que ganhava dinheiro mas não me lembro de quanto era.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É a minha fortaleza, onde me sinto mais confortável. É um apartamento comum e banal mas agradável e acolhedor que alberga o que pra mim é o mais importante que é a família.

 

O que pensa do mundo?

É um sítio pelo qual temos que passar e na minha opinião teremos que fazê-lo da melhor maneira possível. O mundo tem sempre 2 lados, o mau e o bom. Eu esforço-me por olhar para o lado bom.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sinto-me. Temos que escolher os lados da vida e nesse particular sinto que procurei fazer a melhor escolha tanto a nível humano como profissional.

 

 

Como se resolve a crise?

A crise que nos assola nesta altura é estrutural. Estamos a mudar o paradigma da civilização e, portanto, o que vivemos agora é mais um sintoma desta necessária mudança.

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou crente. Deus criou o Homem.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Talvez mudasse algumas coisas. Não penso nesses termos porque aceito as minhas imperfeições. Não há máquinas do tempo para voltar atrás. O que tenho para corrigir, corrijo no presente.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou arquiteto urbanista e professor de artes visuais no ensino público. Pretendo trabalhar de forma holística em todas as áreas da criatividade.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Lua

 

Um livro

Memória de Adriano (Marguerite Iurcenar)

 

Uma música

Wish you were here (Pink Floyd)

 

Um ídolo

Leonardo Da Vinci

 

Um prato

Ensopado de borrego

 

Um conceito

Trabalhar intensamente, divertir intensamente

publicado por Joaquim Gouveia às 13:30

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