Entrevistas de JoaQuim Gouveia

25
Set 14

 

“TEMOS DE CONTRIBUIR PARA O BEM ESTAR DE TODOS”

 

O Dr. Adriano Tiago é médico fisiatra e presidente da Assembleia Geral da Associação dos Bombeiros de Palmela. Nasceu em Olho Marinho, localidade do concelho de Óbidos, mas com 25 anos já trabalhava no hospital de S. Bernardo, em Setúbal. Teve uma infância feliz. Frequentou o Externato Ramalho Ortigão, nas Caldas da Raínha e adorava brincadeiras tradicionais de rua com os amigos. Pensa que o Homem não é capaz de estragar o mundo porque este é quase  intemporal. O Homem colhe as consequências dos seus actos. Para si a crise resolve-se dando pequenos passos ao encontro do bem estar colectivo. A sua cama é o local onde se sente profundamente bem. Quer lançar o seu próprio moscatel e, quiçá, levar a sua Clínica para o rio Sado.

 

Como foi a sua infância?

Foi uma infância muito feliz. Nasci numa pequena localidade do concelho de Óbidos, chamada Olho Marinho. Tive uma vivência familiar muito rica com muitos amigos à minha volta. A instrução primária foi feita na minha terra com bom aproveitamento. Gostava muito de brincar na rua ao pião, à malha, ao arco e jogar à bola. Com 10 anos fui para o Externato Ramalho Ortigão, nas Caldas da Rainha, em regime de semi-internato até ao 2º ano.

 

E o primeiro amor…

Foi a minha mulher. Tinha 20 anos. Se calhar foi mesmo amor à primeira vista.

 

E o primeiro emprego...

Médico com 25 anos. Ganhava 7.800 escudos no hospital de Setúbal.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É o espaço onde eu melhor me sinto com tudo aquilo que é preciso para me sentir bem, onde praticamente só coisas boas acontecem. A minha cama é o local onde estou, em qualquer circunstância, profundamente bem.

 

O que pensa do mundo?

É um local onde existe quasi tudo e que nós frequentemente não sabemos aproveitar. Temos muita dificuldade em estragar o mundo, porque o mundo é quase intemporal ao nosso tempo de vida. Nós somos muito finito. Por muito mal que façamos ao mundo ele vai sobrevivendo e nós é que acabamos por sofrer as consequências. Vale a pena conhecer o “mundo” em todos os sentidos e fazer um pleno de emoções.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Não. Acho que nunca me vou sentir realizado. O importante na vida é ir fazendo, caminhar, o durante. Realizado pressupõe um objetivo conseguido e muito limitativo. O grande objetivo é a satisfação. A minha resulta muito daquilo que posso fazer para melhorar a satisfação dos outros, embora saiba que o meu contributo será sempre pequeno.

 

 

Como se resolve a crise?

Acreditando que a crise é uma coisa importante e que mexe muito com as nossas vidas. Temos que dar pequenos passos para contribuir e potenciar o bem estar de todos.

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Nem uma coisa, nem outra. Deus sem nós não é nada e nós sem Deus também não somos nada. O importante é o estado de alma de cada um. Admito que existe algo que me transcende, que não sei explicar mas que me é muito bom por companhia frequentemente.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Não mudaria nada.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou médico fisiatra e presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Palmela. Quero lançar “O Tiagos moscatel superior”. Uma das possibilidades no futuro será colocar a Clinica Tiagos, a navegar no Sado.

 

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Arrábida

 

Um livro

Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach)

 

Uma música

Foi Deus (Amália Rodrigues)

 

Um ídolo

O meu avô paterno

 

Um prato

Feijoada à transmontana

 

Um conceito

Chegar todos os dias satisfeito à almofada

 

publicado por Joaquim Gouveia às 09:10

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