Entrevistas de JoaQuim Gouveia

22
Jul 14

 

Com o apoio: Hotel do Sado

 

“HABITUEI-ME A OLHAR PARA AS COISAS DE SETÚBAL”

 

O engenheiro Luis Fernandes é presidente do Coral Luisa Tódi. É um homem de Setúbal, da zona do Bonfim, onde brincou e frequentou o ensino primário. Conheceu o seu primeiro emprego como professor na actual Escola de Sebastião da Gama. A sua casa é um espaço de convívio com a família e, de repouso. Pensa que o desenvolvimento tecnológico comprometeu o relacionamento entre as pessoas e a crise resolve-se quando estas se descomplexarem em relação a determinados princípios que dominam a sociedade. Acredita num Jesus Cristo, que existiu e foi homem e mantém-se disponível para colaborar com a sua cidade.

 

Como foi a sua infância?

Sou um homem filho de Setúbal, da zona do Bonfim. Tive uma infância perfeitamente normal com uma instrução primária que marcou todo o meu percurso a partir daí porque fui bom aluno e tirei um bom proveito da escola. Frequentei o antigo Externato Luisa Tódi, que ficava na parte lateral da Igreja do Senhor do Bonfim. Dado o envolvimento familiar habituei-me a olhar, desde muito novo, de forma especial para as coisas de Setúbal.

 

O primeiro amor…

Não tenho ideia. Já foi há muito tempo.

 

E o primeiro emprego…

Como professor na atual Escola Sebastião da Gama (antiga Escola Industrial e Comercial de Setúbal). Talvez ganhasse à volta de 4 contos mensais.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É o meu espaço de convívio com a família, o meu espaço de trabalho e de repouso. É uma casa agradável e construída por nós.

 

O que pensa do mundo?

Sendo eu engenheiro e apoiando tudo o que tem a ver com o desenvolvimento tecnológico, acho que, por um lado se tirou o que de melhor existe no mundo que é o relacionamento entre as pessoas e perderam-se os valores e tudo é comandado pelo poder económico. Atenuaram-se alguns aspetos belos da vida.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sim, de certo modo embora continue a tentar fazer mais e melhor. Considero que o meu projeto está sempre em construção.

 

 

Como se resolve a crise?

Através de uma maior humanização do relacionamento entre as pessoas. Por outro lado descomplexar-mo-nos em relação a determinados princípios que dominam a sociedade em que as pessoas são rotuladas pelos seus pensamentos havendo uma certa necessidade de, face a projetos político partidários desgastados, passarmos a entender as pessoas e os projetos para uma recuperação económica em função de análises objetivas concretas e não dos rótulos que essas pessoas possam ter ou da sua ligação a projetos partidários.

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Penso que do ponto de vista histórico há um Jesus Cristo, que existiu e foi homem. A criação de Deus requer uma análise mais profunda, inclusivé um respeito que é devido às várias religiões, se pensarmos que existem vários deuses.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

A vida tem um curso e, no meu caso, esse curso foi seguido. Não devemos colocar “ses”. Não podemos mudar o que aconteceu.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou presidente do Coral Luisa Tódi e diretor do Conservatório de Artes do mesmo coral. No futuro quero continuar a pugnar pelo desenvolvimento cultural da minha cidade mantendo-me aberto e disponível para colaborar em tudo o que diga respeito a Setúbal.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Cabo Verde

 

Um livro

A felicidade não se compra (Frank Capra)

 

Uma música

Beatlles

 

Um ídolo

Não tenho

 

Um prato

Arroz de Tamboril

 

Um conceito

A importância de valorizarmos cada vez mais o relacionamento humano e o respeito por cada pessoa

publicado por Joaquim Gouveia às 09:40

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