Entrevistas de JoaQuim Gouveia

25
Jan 14

 

 

“ O MAIS IMPORTANTE É O SENTIDO QUE DAMOS À VIDA”

 

Fernando da Costa Paulino é professor de Educação Tecnológica e poeta por inspiração. Teve uma infãncia feliz com a liberdade para brincar que uma quinta possibilita. Pensa que o ser humano nunca teve apetência para distribuir a riqueza mas valoriza a paz e a família. Tem sido um cidadão ativo na criação e dinamização de vários clubes e projetos. É um homem de fé e esperança e acredita que o que nos move é um lugar de reencontro num tempo qualquer. Gosta de Jorge Palma, adorava vistar o Havai e está empenhado na criação da Casa da Poesia de Setúbal

 

Como foi a sua infância?

Sou nascido e criado em Setúbal. Tive uma infância normal com muita brincadeira e amigos. Como morava numa quinta tinha muitos animais e árvores de fruta e tinha ainda toda a liberdade para inventar brincadeiras. Ficava na zona da Meia Laranja. Andei na antiga escola primária do Bairro Salgado e fui aluno da D. Fernanda, da primeira à quarta classe.

 

O primeiro amor…

Não era muito de namoros. Os primeiros amores são sempre platónicos. Aconteceu mais tarde, na escola secundária.

 

E o primeiro emprego…

No despachante oficial Vasco Verdes, como paquete. Ía ás Finanças e à capitania buscar e entregar papelada. Foi um trabalho de férias escolares.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma boa casa nas Colinas de S. Francisco Xavier. Tem conforto e qualidade de construção e vista sobre o rio Sado e a serra da Arrábida. A minha casa é sempre muito importante. É uma casa que me inspira a escrever. Fiz lá várias obras com as quais concorri a diversos concursos de poesia.

 

O que pensa do mundo?

O ser humano nuinca teve apetência para distribuir a riqueza, por isso há tanta fome e desigualdades. Valorizo a paz e os direitos humanos. O mais importante é o sentido que nós damos à vida.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Mais ou menos. Profissionalmente já fiz muita coisa. Criei muitos clubes e projetos. Fui coordenador, delegado e tive outros cargos. Realizei-me ao longo do tempo. Ao fim de 33 anos de ensino sinto-me um pouco cansado. O ensino mudou bastante e hoje a escola é o espelho da sociedade. No entanto, sinto-me um homem feliz e realizado com o meu casamento e com os meus dois filhos. Valorizo muito a família.

 

Como se resolve a crise?

Mandando a Troika embora e a tentar reestruturar as causas sociais. A nível nacional há muitas crises e a pior é a corrupção e o compadrio. É fundamental dar trabalho ás pessoas para lhes devolver a dignidade. Não prevejo que melhoremos rapidamente. Vamos ter que reconstruir muita coisa, nomeadamente, o emprego e o poder de compra.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou crente, tenho fé e esperança. O que nos move na vida é um lugar de reencontro num tempo qualquer. Acredito que há vários tempos. E então, noutro tempo e noutro lugar nos havemos de reencontrar. As pessoas têm que ter sempre esperança.

 

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Há sempre pequenas coisas que vamos mudando. As atitudes. As escolhas, as discussões, enfim, coisas pontuais. No meu caso mudaria apenas essas questões pontuais.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou professor de Educação Tecnológica, na escola EB 2/3 de Aranguês. Sou também poeta e dinamizo um grupo de xadrez nas escolas. O próximo projeto é a criação da Casa da Poesia de Setúbal.

 

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Havai

 

Um livro

Cem anos de solidão (Gabriel Garcia Marquez)

 

Uma música

Gaivota das alteirinhas (Jorge Palma)

 

Um ídolo

John Lennon

 

Um prato

Feijoada de grão à alentejana

 

Um conceito

Não somos para saber, sabemos para ser

publicado por Joaquim Gouveia às 13:50

Janeiro 2014
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