Entrevistas de JoaQuim Gouveia

24
Fev 14

Com o apoio “HOTEL DO SADO”

 

“APRENDI A DAR MAIS VALOR À VIDA”

 

Florindo Cardoso é um jornalista com provas dadas que já liderou vários projetos e tenta agora a sua sorte com o lançamento para as bancas de Setúbal, de um jornal semanal. É oriundo de Lagoa da Palha, na freguesia de Pinhal Novo, onde a terra tem cheiro e os campos são de liberdade e brincadeira. Para si a crise resolve-se com imaginação e a valorização das pessoas. A doença que o afetou ligou-o a Deus, confessando, ainda, a sua devoção a Nossa Senhora de Fátima. Começou a trabalhar nos tempos da rádio pirata e o seu primeiro amor foi um tempo feliz. A sua casa é onde vive os seus momentos. Adora açorda de gambas e o Papa Francisco é o seu ídolo

 

Como foi a sua infância?

Foi uma infância muito feliz. Nasci em Lagoa do Calvo, na freguesia de Pinhal Novo. Foi uma infância passada no campo, um sítio muito agradável. Não tinhamos preocupações, não havia problemas de segurança. Brincávamos bastante pelos campos. Tenho memórias muitos felizes desses tempos. Na escola sempre fui um aluno dedicado. A professora era a D. Emília, muito rigorosa e exigente. No dia da espiga íamos pelos campos colhê-la. Lembro-me do cheiro da terra.

 

O primeiro amor…

Foi um amor inocente. Não pensamos no futuro. Deixou-me boas recordações. Foi uma fase feliz da vida.

 

E o primeiro emprego…

Sempre fui jornalista. Iniciei-me na Rádio Pal, em Palmela, nos tempos da rádio pirata. Tinha 17 anos. Era um deslumbramento. Comecei como profissional em 89. Cheguei a Chefe de Redação.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É um ótimo lugar para viver. Foi escolhida por mim. Quando vim morar para Setúbal, apaixonei-me logo por esta casa. É acolhedora, silenciosa e onde vivo todos os meus momentos.

 

O que pensa do mundo?

Está complicado e a seguir um caminho que não me agrada. Passámos da fase do humanismo dos anos 80/90, para uma fase de capitalismo selvagem em que o Homem passou a ser um número. Isso preocupa-me bastante. A europa dos valores humanos está a transformar-se num continente liberal onde não se respeitam os direitos sociais adquiridos pela pessoa.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Totalmente não. Isso acontecerá apenas numa fase posterior. Gosto da pessoa que sou porque lutei sempre pelos meus objetivos e porque já passei por uma situação de saúde complicada aprendi a dar mais valor à vida. A nível profissional sempre defini os objetivos a atingir na minha carreira. Já passei por 5 projetos jornalísticos onde acabei por liderar e, atualmente, estou envolvido num projeto pessoal que será o lançamento de um jornal na cidade de Setúbal, em Março ou Abril.

 

Como se resolve a crise?

A palavra crise passou a estar na moda, infelizmente para nós. Acho que a crise se resolve com imaginação. Em Portugal, sempre fomos pobres e habituados a viver em crise. Logo a crise só se resolve com imaginação e a valorização das pessoas.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Deus criou o Homem. Sou católico, crente e bastante devoto de Nossa Senhora de Fátima. Confesso que a partir da minha doença oncológica senti que fiquei mais ligado a Deus. Foi essa fé que me fez ultrapassar todos os obstáculos.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Não mudaria muita coisa. Penso que aprendemos pelos nossos erros e a vida constrói-se com isso. No essencial acho que não mudava nada. Não tive más experiências.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Estou a preparar o lançamento de um jornal semanário e esse é, também, um projeto que me ocupará no futuro.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Londres

 

Um livro

Jangada de Pedra (José Saramago)

 

Uma música

Eu sei que vou-te amar (Maria Bhetânia)

 

Um ídolo

Papa Francisco

 

Um prato

Açorda de gambas

 

Um conceito

A razão e a fé devem andar juntas para se alcançar todos os objectivos

publicado por Joaquim Gouveia às 12:22

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