Entrevistas de JoaQuim Gouveia

22
Set 14

 

“NÃO HÁ VOLTA A DAR À CRISE”

 

Joaquim Milho é um eborense radicado desde há muito em Setúbal. Comerciante de marroquinaria e bijuteria na baixa urbana é ainda secretário-geral e vogal da Associação do Comércio, Indústria e Serviços do Distrito de Setúbal. O que se passa no mundo, nomeadamente, as guerras no médio oriente e a leste trazem-no preocupado. Pensa que a crise não tem solução porque existe quem lucre com ela. Para si o Homem criou Deus e sobre a sua própria vida diz que se pudesse voltar atrás nada mudaria. O seu ídolo é Nélson Mandela e tem por conceito respeitar os outros.

 

 

Como foi a sua infância?

Sou natural de Serpa, mas fui criado em Évora, onde vivi até aos 22 anos. Depois vim para Setúbal e por aqui me radiquei. Tive uma infância tranquila, bem definida familiarmente. Lembro-me que passava muito tempo dentro das oficinas de mecânica porque gostava de ver abrir e fechar os motores dos automóveis. Brinquei bastante com os meus amigos. Na escola fui um bom aluno.

 

O primeiro amor...

Aconteceu quando tinha 7 anos. Foi um amor de criança, platónico e não correspondido por uma menina que era minha vizinha. Amor a sério foi aos 15 anos com a minha mulher.

 

O primeiro emprego...

Comecei a trabalhar no comércio com apenas 14 anos, numa loja de marroquinaria, bijuteria e utilidades do meu pai. Fazíamos, também, algumas feiras.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Sou muito caseiro. Recolho a casa muito cedo, onde me sinto muito bem. É uma casa cómoda, tranquila, confortável, com 6 assoalhadas no bairro do Liceu. Tem móveis em madeira e a decoração foi feita pela minha mulher. Acho que tem o essencial para o nosso conforto.

 

O que pensa do mundo?

Preocupa-me muito porque vejo o mundo e a vida num aspeto humanista. Não tenho apetência política. O que se está a passar no mundo tráz-me preocupado. As convulsões no médio oriente por intolerância religiosa e o que se passa no leste. Fico incomodado com o que se passou na 2ª Guerra Mundial, com o extermínio dos judeus e com o que se passou na Bósnia e nos anos 70 no Camboja. Tudo isso mexe muito comigo. Também me incomoda a política em que se atiram as pessoas para a fome e para a miséria.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sim. Sou uma pessoa realizada. Estou em paz comigo próprio e com os outros. Tenho um bom casamento, sou pai de dois filhos que muito amo e avô de 4 netos que adoro. Profissionalmente segui o curso que pretendia.

 

  

Como se resolve a crise?

A crise não se resolve porque interessa a alguém que está lucrar com ela. Acho que não há forma de dar volta à crise. Economicamente caímos nas mãos dos grandes grupos financeiros sem rosto.

 

Deus criou o homem, ou foi o homem que criou Deus?

O Homem precisa de referências para viver e agarrar-se a elas. Deus é apenas uma referência a quem, também eu me agarro. Logo, foi o Homem quem criou Deus.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Não mudaria nada. Apenas teria sido mais atento, essencialmente, no aspeto profissional.

 

O que faz no presente e que projetos tem para o futuro?

Sou comerciante na baixa de Setúbal e secretário-geral e vogal da Associação do Comércio, Indústria e Serviços do Distrito de Setúbal. No futuro quero manter-me no ativo e tentar melhorar o que está feito.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Miami

 

Livro

Os três cisnes selvagens (Jung Chang)

 

Uma música

Vinte anos (José Cid)

 

Um ídolo

Nélson Mandela

 

Um prato

Tudo desde que me saiba bem

 

Um conceito

Respeitar o próximo

 

publicado por Joaquim Gouveia às 16:35

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