Entrevistas de JoaQuim Gouveia

22
Fev 14

Com o apoio “HOTEL DO SADO”

  

“GOSTAVA DE VOLTAR A DAR AULAS E A ENSINAR”

 

José Luís Palma é professor mas, nesta altura, está impossibilitado de dar aulas devido a uma operação cirúrgica a que se submeteu. Mas gostava de voltar a lecionar. Assim a sua vida profissional é preenchida com a produção e sonorização de espetáculos, tarefa que adora porque lhe permite viajar, conhecer novas gentes e estar em festa permanente. Teve uma infância feliz e começou a trabalhar para compensar o ano escolar que reprovou. Acha que o animal Homem estraga o mundo para seu próprio conforto. Para si a crise resolve-se fazendo uma limpeza á classe política e acabando com a corrupção. Acredita que há uma entidade superior embora admita que, talvez, um dia a questão possa ser melhor explicada. A família é, para si, o mais importante

 

 

Como foi a sua infância?

Nasci em Lisboa, mas vim para Setúbal, com apenas seis anos de idade. Fiz a primária no antigo Externato Luisa Tódi, que com muita pena minha é hoje um edifício ao abandono. Cresci no Bairro do Liceu. Tive a possibilidade de brincar nas quintas onde é hoje o Parque de Vanicelos. Muitas brincadeiras e aventuras passadas com muita liberdade na rua. Foi uma infância feliz.

 

O primeiro amor…

Acho que foi no jardim de infância da terra da minha mãe, em Pernes, com uma menina que dizia que eu era o seu namorado. Devia ter 5 anos. Foi muito engraçado e inocente, claro.

 

E o primeiro emprego…

Tinha 14 anos. Reprovei no 8º ano por causa da brincadeira e entendi que devia compensar trabalhando. Fui para uma empresa de construção civil. Já ganhava 17 contos por mês.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É o ponto de partida e de chegada de cada dia. É o ponto de encontro da família. É acolhedora e tem um ambiente familiar.

 

O que pensa do mundo?

Devia de ser muito giro se o animal Homem, não o habitasse. Acho que estamos a estragar o mundo para nosso bem estar, conforto e prazer. Tenho receio das consequências.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Não, embora faço o que gosto. Não possa lecionar devido a uma operação que fiz à coluna. Gostava de voltar a dar aulas e a ensinar. Ainda tenho muito por fazer. Sinto uma enorme realização nos 2 filhos que tenho e de quem assisti aos nascimentos.

 

Como se resolve a crise?

Fazendo uma limpeza à classe política e rompendo com hábitos antigos de corrupção., de mentira e de conveniências. Quando o Estado olhar para o cidadão como pessoa e deixar de servir os interesses dos grandes capitalistas.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Todos precisamos de acreditar em algo. Fiz o meu percurso na Igreja católica sem, no entanto, ser praticante. Acredito que existe alguma coisa acima de nós. Mais tarde ou mais cedo talvez possa ser melhor explicada esta questão.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Havia coisas que mudava, pequenos pormenores, erros que trouxeram consequências menos boas. Mas, se calhar, também estas provocaram que outras melhores tivessem acontecido.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Dedico-me à sonorização e produção de espetáculos. Isto permite-me viajar, conhecer novas gentes e viver em festa durante quase todo o ano. Prefiro pensar um dia de cada vez com muito cuidado com o amanhã porque a vida é feita de momentos.

 

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Grécia

 

Um livro

Não há longe nem distância (Richard Bach)

 

Uma música

Who wants to live forever ( Queen)

 

Um ídolo

O meu pai

 

Um prato

Cozido à portuguesa feito pela minha mulher

 

Um conceito

Família

publicado por Joaquim Gouveia às 11:54

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