Entrevistas de JoaQuim Gouveia

19
Set 14

 

“GOSTAVA DE MELHORAR AS PRÁTICAS DO ENSINO”

 

José Manuel da Claudina é professor de matemática. A sua experiência leva-o a pensar que gostaria de contribuir para melhorar as práticas do ensino no país. Palmelão de gema cresceu e brincou na vila, no Largo de S. João e na Terra de Pão, onde deu pontapés na bola e brincou aos jogos tradicionais. É um homem caseiro e não se arrepende das grandes decisões que tomou na vida. Não concorda que o Homem, criado por Deus desequilibre o planeta em seu benefício. É membro dos órgãos sociais do Palmelense e do GACP e assim se quer manter por longos anos num contribuo direto e claro ao movimento associativo da vila que o viu nascer. Adora Beatles e gambas ao guilho.

 

Como foi a sua infância?

Sou palmelão, nascido e criado. Tive uma infância feliz com muitos amigos e brincadeiras de rua, no Largo de S. João e na Terra de Pão. Lembro das grandes futeboladas que fazíamos, bem como de outros jogos tradicionais da época. Fiz a escola primária aqui na vila. Um dos meus professores foi o senhor António Sanches. Fui um bom aluno.

 

O primeiro amor...

Devia ter uns 8 anos e foi com uma colega de escola, muito gira e elegante. Mas não passou de um amor platónico. Acho que ela nem sabia…

 

O primeiro emprego...

A trabalhar para as Festas das Vindimas, por altura das férias escolares. Tinha 15 anos. Trabalhava na colocação do arraial. Trabalhei 50 horas e ganhei 500 escudos.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma boa casa onde gosto muito de estar. Sou considerado pela minha família como um indivíduo caseiro. É uma casa organizada, com os espaços bem definidos para que toda a gente se entenda.

 

O que pensa do mundo?

Penso que está completamente ao contrário. Quando o Homem tem a necessidade de fabricar armamento químico para exterminar a sua própria raça está tudo dito. Na verdade, não tenho uma ideia muito positiva do mundo. O Homem mexe com a natureza em benefício próprio e isso desequilibra o planeta e com isso não posso estar de acordo. Mas, felizmente, nem tudo é mau. Precisamos fazer uma reciclagem ao ser humano.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Humanamente sim. Penso que já fiz aquilo a que me propus enquanto Homem. Só me falta publicar o livro. Profissionalmente, como pessoa ambiciosa que sou ainda não estou realizado. Gostava de poder contribuir com alguns dos meus conhecimentos para melhorar as práticas do ensino em Portugal.

 

 

Como se resolve a crise?

Com muito trabalho, com políticos sérios e honestos e com verdadeiros líderes que imponham a sua liderança naturalmente.

 

Deus criou o homem, ou foi o homem que criou Deus?

Foi Deus, quem criou o Homem. Infelizmente deixou muitas imperfeições. Como católico acredito, naturalmente, em Deus.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Algumas mudaria porque a experiência ensina-nos que algumas coisas, talvez, não tivéssemos feito bem. Contudo não me arrependo das grandes e principais decisões que tomei na minha vida.

 

O que faz no presente e que projetos tem para o futuro?

Sou professor de Matemática, na escola 2/3 de José Maria dos Santos, no Pinhal Novo. Sou, também, engenheiro civil no ativo. A nível associativo pertenço aos órgãos sociais do Palmelense Futebol Clube e do Grupo dos Amigos do Concelho de Palmela. No futuro quero manter as minhas atividades profissionais e continuar a contribuir para o movimento associativo da minha vila.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

México

 

Livro

Guerra e Paz (Leon Tolstoi)

 

Uma música

A day in the life (Beatlles)

 

Um ídolo

Não tenho

 

Um prato

Gambas ao guilho

 

Um conceito

Liberdade

 

publicado por Joaquim Gouveia às 10:48

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