Entrevistas de JoaQuim Gouveia

16
Jan 14

 

 

“FELIZ É QUEM TEM A OPORTUNIDADE DE ERRAR”

 

É o comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, Major/Engenheiro, no Exército e adora praticar Triatlo. Paulo Lamego apaixonou-se pela bicicleta aos 16 anos e desde aí mantém uma relação intensa com o mundo do ciclismo. Conviveu com os conflitos sociais do bairro da Cova da Moura, onde passou toda a sua infância depois do regresso de Moçambique, após Abril de 74. Foi um excelente aluno na escola e escolheu a vida militar por convicção. Diz que cada dia deve ser vivido como se fosse o último e que feliz é aquele a quem lhe é dada a oportunidade de errar. A crise é uma excelente oportunidade para inovar

 

 

Como foi a sua infância?

Nasci na Amadora, em 1971, em casa. Sou o filho mais velho de 4 irmãos. Com 4 meses fomos para Moçambique, onde o meu pai cumpria serviço de polícia, em Maputo. Regressámos no 25 de Abri de 74. Depois morei no alto da Cova da Moura e ali convivi com todo o tipo de situações sociais. Foi uma infância feliz com muita brincadeira, com complicações conflitos no bairro. Lembro-me das brincadeiras saudáveis como os carrinhos de rolamentos e o futebol, embora não tivesse muito jeito para jogar. Fui um excelente aluno na escola.

 

O primeiro amor…

Fui sempre muito tímido. O primeiro amor foi a minha bicicleta, aos 16 anos. Apaixonei-me por ela. Tive, no entanto, algumas namoradas mas a bicicleta foi mesmo esse primeiro amor.

 

E o primeiro emprego…

A ajudar a minha mãe na casa de frangos que ela tinha, aos 12 anos. Mais tarde tivemos um café.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma alegria constante. Tenho 3 filhos e uma mulher que amo. A decoração é confortável. Moro no Barreiro. É o local onde nos sentimos felizes.

 

O que pensa do mundo?

O mundo é o que nós queremos. Ele existe mas quem o faz somos nós. O bom e o mau ambiente é gerado pelas pessoas. O mundo é maravilhoso. Temos que levar a vida com muito boa disposição. Todos os momentos são uma lição de vida. Feliz é aquele a quem lhe é dada a oportunidade de errar.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Cem por cento realizado. Vivo com empenho e paixão tudo o que faço. Vivo com a mesma intensidade as alegrias e as desilusões. Também choro.

 

Como se resolve a crise?

A crise é uma excelente oportunidade para inovarmos, e só inovando e mudando a nossa maneira de ser é possível resolver a crise. Não temos que ter medo de arriscar. A vida é para se viver como se fosse o último dia.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou católico. Acredito que Deus criou o Homem. Não será o Deus que imaginamos com as barbas e os mantos, mas um Deus divino, uma energia, uma fé, e é a fé que nos move. Acredito na emoção.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Não mudaria nada, A minha filosofia diz que devo fechar as portas. Os meus caminhos têm um princípio, um meio e um fim.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou Major/Engenheiro no Exército, Comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal e faço Triatlo nos meus tempo livres, actividade que também adoro. Tenho a possibilidade de praticar 3 modalidades como o ciclismo, a natação e o atletismo. No futuro quero continuar a exercer a engenharia em pleno. O meu sonho é, aos 50 anos, montar uma empresa de construção civil na área da reabilitação urbana.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Uma ilha tropical

 

Um livro

A filha do capitão (José Rodrigues dos Santos)

 

Uma música

Sultans of Swing ( Dire Straits)

 

Um ídolo

Jane Ulrich

 

Um prato

Cozido à portuguesa

 

Um conceito

Encarar cada dia como se fosse o último

publicado por Joaquim Gouveia às 09:01

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