Entrevistas de JoaQuim Gouveia

18
Jan 14

 

 

“NÃO ME REVEJO NUMA IDEIA FATALISTA DO MUNDO”

 

A Dra. Paula Guerreiro é uma empresário que aceita o dever das responsabilidades. Dinamiza a sua empresa e os seus projetos com denodada convicção. Nasceu na Alemanha, mas as suas raízes são alentejanas, de Montemor o Novo, para onde veio morar ainda muito jovem e de onde guarda todas suas suas recordações de infância. Adorava andar de bicicleta, foi boa aluna porque era esforçada. Começou a trabalhar na rádio local como locutora, afinal, a sua grande paixão na altura. Depois veio para Setúbal, casou e hoje é empresária de sucesso. Sobre o mundo fala como António Gedeão e sobre a crise pensa que existem muitos interesses no nosso país que atrasam a sua resolução. Gosta de migas á alentejana e o seu destino é S. Tomé e Princípe

 

 

Como foi a sua infância?

Nasci na Alemanha. Os meus pais eram imigrantes. Toda a minha família é alentejana de Montemor o Novo. Vim para Setúbal, já com 20 anos. Cheguei a Montemor, com 5 anos e é a partir daí que guardo as minhas memórias de infância. Montemor tinha um ambiente bastante pacato, onde tinha muitos amigos e brincava muito. Acho que passei a minha infância a andar de bicicleta. Adorava! Fui uma boa aluna na escola porque era esforçada.

 

O primeiro amor…

Não fui muito namoradeira. Tinha sempre muitos projetos que me ocupavam todo o tempo. O meu primeiro amor foi o meu marido.

 

E o primeiro emprego…

Na rádio Almansor, em Montemor. Era locutora. Ganhava um valor quase simbólico mas a rádio era a minha paixão.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É o meu refúgio. É onde me sinto bem e onde me dedico ao meu papel principal que é o de ser mãe.

 

O que pensa do mundo?

Começo com uma citação do António Gedeão " eles não sabem , nem sonham que o sonho comanda a vida que sempre que o homem sonha o mundo pula e avança " ou seja não me revejo numa ideia fatalista do mundo.JUNTOS conseguimos mudar as coisas . Não é uma utopia basta acreditar...

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sinto orgulho naquilo que já conquistei. Como empresária tenho responsabilidades acrescidas mas não me sinto realizada. Acho que ainda tenho muitos projetos para desenvolver. Em termos humanos cresci e melhorei bastante enquanto mulher, mãe, esposa e amiga.

 

Como se resolve a crise?

As crises são cíclicas. Devíamos ter a capacidade de nos momentos menos bons tirarmos ilações para melhorar e isso não está a acontecer no nosso país porque existem muitos interesses. Acredito na nossa capacidade para dar a volta aos acontecimentos.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Deus criou o Homem. Sou católica praticante. A minha fé permite-me pensar que Deus existe e criou não só o Homem como o universo. Tenho também uma grande fé nos Homens.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Teria outras opções na vida mas não me arrependo do meu percurso.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Empresária na área da mediação imobiliária, sou proprietária da empresa Comunidade das Casas e tenho um projeto ao nível da gestão de condomínios. Pretendo continuar fazendocrescer estasatividades.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

S. Tomé e Princípe

 

Um livro

O cônsulo desobediente (Sónia Louro)

 

Uma música

A gente vai continuar (Jorge Palma)

 

Um ídolo

O meu pai

 

Um prato

Migas Alentejanas

 

Um conceito

Vive e deixa viver

publicado por Joaquim Gouveia às 10:29

Janeiro 2014
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