Entrevistas de JoaQuim Gouveia

05
Fev 14

 

Com o apoio “HOTEL DO SADO”

 

“A CRISE RESOLVE-SE COM MUITA CRIATIVIDADE"

 

Rita Sales é atriz e responsável pelo Teatro do Elefante. Não tem muitas memórias de infância. Recorda-se que andava com o pai que era comunista e vereador na Câmara de Setúbal. Não acredita em Deus, apenas nos homens e nas mulheres. O seu primeiro amor era um rapaz aloirado, de olhos claros que fazia lembrar uma estrela pop. O mundo é uma viagem onde se encontra a si própria. Nunca teve um plano de realização preferindo dizer que nunca soube o que queria ser quando fosse grande. A crise resolve-se entre pessoas e em pequenos grupos com muita criatividade. No futuro quer continuar a ser atriz porque o teatro é aquilo que a Rita é.

 

 

Como foi a sua infância?

Nasci em Lisboa, mas vim muito cedo para Setúbal. Tenho poucas memórias da minha infância. Lembro-me de andar numa escola onde tínhamos teatro, música, dança e um jardim enorme. Más recordações são o cheiro da comida que levávamos nos cestos e as sestas que nos obrigavam a fazer e eu não gostava mesmo nada de dormir. Brincava nos quintais de Vanicelos, com o meu irmão e outros amigos. Andava muito com o meu pai que era vereador na Câmara Municipal de Setúbal. Nas férias ía para a zona de Sintra e frequentava as praias da região, como a Praia das Maçãs.

 

O primeiro amor…

Foi por um rapaz típico dos anos 80, parecia uma estrela pop com o cabelo aloirado e olhos claros. Vestia-se á moda sem, no entanto, ser “beto”. Eu tinha 12 anos. Não chegámos a namorar. Foi um amor quase platónico.

 

E o primeiro emprego…

No Teatro do Elefante, como atriz. Comecei por ganhar o salário mínimo da altura, cerca de trezentos e poucos euros.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Confortável, em processo e com um grande jardim. É a casa!

 

O que pensa do mundo?

É uma viagem. É um espaço que permite um tempo para viajar. Encontro diversidade, o outro e encontro-me a mim própria. É a oportunidade para descobrir algo sobre mim própria e para me construir. Poder ser ao mesmo tempo maravilhoso e assustador.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Não. Nunca tive um plano de realização. Eu nunca soube o que queria ser quando fosse grande e estou sempre à espera desse dia para me sentir realizada.

 

Como se resolve a crise?

Resolve-se entre pessoas, em grupos pequenos e com muita criatividade que é o desenvolvimento de um pensamento divergente, procurar alternativas para a forma como as sociedade se organizam. Outra solução para a crise é viajar porque quando se viaja tem que se sair da sua posição de conforto, temos de nos adaptar, conhecer outros mas, também, dar-nos a conhecer.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Deus não existe. Fui educada por um comunista e acredito nos homens e nas mulheres. A religião é uma história muitas vezes muito bem escrita.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Mudava não sei bem o quê, mas estou segura que mudava. Sou uma pessoa que para a mesma situação encontra várias soluções, pelo que, se voltasse atrás teria soluções diferentes para cada caso.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Trabalho como atriz e sou responsável pelo Teatro do Elefante. No futuro vejo-me a fazer a mesma coisa. O teatro não é só o que eu faço é aquilo que eu sou.

 

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Praga

 

Um livro

Sidarta (Herman Hess)

 

Uma música´

Matinal (Madre Deus)

 

Um ídolo

Elvis Presley

 

Um prato
Açorda alentejana

 

Um conceito

Geoestética

publicado por Joaquim Gouveia às 09:11

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