Entrevistas de JoaQuim Gouveia

14
Dez 18

Com o apoio do HOTEL DO SADO

 

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“OS REFUGIADOS FAZEM DESPERTAR UM NOVO PENSAMENTO”

 

Fernando carvalho é presidente do Clube Ateneu Setubalense. É natural de Setúbal, do bairro Trindade, onde cresceu e brincou sobretudo em jogos de futebol. Foi aluno fundador da Academia Luisa Tódi. Sobre o mundo pensa que as questões dos refugiados e do clima geram um novo pensamento global. Acredita que se vive num clima de paz podre. Se pudesse voltar atrás acabaria o seu curso de economia. Gosta de livros de Heinz Konsalik, o seu pai é o seu ídolo e não dispensa um bom bacalhau à Brás.

 

Como foi a sua infância?

Sou natural de Setúbal, do bairro Trindade, onde vivi até casar. O meu pai tinha um armazém de cereais e legumes. A minha mãe era doméstica. Fui um dos alunos fundadores da Academia Luísa Todi, onde passei tempos muito felizes. Fui um bom aluno. Aprendi a tocar piano. A brincadeira era jogar futebol que me estava na massa do sangue.

 

O primeiro amor…

Creio que foi pela minha mulher. Começámos a namorar muito jovens, com 14 anos e até hoje.

 

E o primeiro emprego…

No Vitória de Setúbal, quando assinei o meu primeiro contrato de profissional de futebol na época 75/76, já como sénior. Ganhava 6 contos por mês e tinha o incentivo de ao fim de 10 jogos passar para 10 contos o que aconteceu passado pouco tempo.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Mudei recentemente de casa e estamos bastante felizes. Parece ser a casa que sempre procurámos. É muito acolhedora, num prédio antigo e numa zona agradável.

 

O que pensa do Mundo?

O problema dos refugiados começou a despertar um novo pensamento. Por outro lado a questão do clima faz as pessoas pensarem no que têm que fazer para mudar obrigatoriamente. A guerra é preocupante. Parece que andamos num clima de paz podre. O presidente dos Estados Unidos não gere simpatia e pensa que o mundo gira à sua volta.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sim. Fui uma pessoa criada com princípios. Os tempos eram outros mas os meus pais transmitiram-me os valores e os princípios necessários. Profissionalmente também me sinto realizado, não tanto a nível desportivo, mas sim depois na banca.

 

Como se resolve a crise?

Se houvesse mais igualdade entre as pessoas e diminuindo a pobreza. Se não resolvesse pelo menos atenuava.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou católico não praticante. De quando em vez vou à igreja. Para mim foi Deus, quem criou o Homem.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Alguma coisa era capaz de mudar. Teria, claramente, concluído o meu curso de economia.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente do Clube Ateneu Setubalense e estou reformado. Tenho dois objetivos para continuar a cumprir que têm a ver com a afirmação dos nossos filhos e o crescimento das minhas netas.




CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Bora bora

 

Um Livro:

Livros de Heinz Konsalik

 

Uma Música:

Musica no coração

 

Um Ídolo:

O meu pai

 

Um prato:

Bacalhau à Brás

 

Um conceito:

Respeito pelos outros

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 10:23

13
Dez 18

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"SE HOUVESSE DEUS ÉRAMOS TODOS IGUAIS"

 

Carlos Sousa é presidente do Clube Desportivo Recreativo e Cultural de Gâmbia. Nasceu em Setúbal, no antigo hospital da cidade mas viveu durante algum tempo em Moçambique. Começou a trabalhar no campo com apenas 11 anos de idade. Pensa que deveria existir mais paz e menos guerras no mundo e que o dinheiro deveria acabar para evitar a ganância desmedida. Sente-se um homem realizado porque atingiu as suas metas. Sobre a crise diz que a riqueza deveria ter melhor distribuição e pensa que se Deus existisse seríamos todos iguais. Gostava de ir a França e o seu ídolo é Eusébio.

 

Como foi a sua infância?

Sou natural de Setúbal. Nasci no antigo hospital da cidade. Morei no Sobralinho, até aos 19 anos. Aos 4 anos de idade e até aos 8 vivi em Moçambique, onde fiz a escola primária até à 3ª classe. Entretanto o meu pai apanhou uma doença e acabou por falecer. Eu tinha 11 anos e estudava já na escola comercial. Depois fui trabalhar. Nunca tive uma infância normal com muita brincadeira. Nunca passei fome.

 

O primeiro amor…

Foi pela minha mulher que é o meu único amor.

 

E o primeiro emprego…

Comecei a trabalhar no campo com 11 anos. Ganhava 7,5 escudos.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Não é uma casa luxuosa. É uma casa simples e humilde. Temos esta casa à 40 anos. Fui eu que a fiz.

 

O que pensa do Mundo?

Deveria de haver mais paz e menos guerras. O ódio deveria também acabar. As pessoas deviam ser mais honestas. Sou há ignorância. O dinheiro devia acabar para não haver tanta ganância. As guerras são geradas pelos ódios e pelos grandes interesses. As grandes potências vendem armas. São tudo interesses.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sinto-me, porque trabalhei toda uma vida e construí uma família dentro daquilo que eram as minhas expectativas.

 

Como se resolve a crise?

Dando mais trabalho e distribuindo melhor a riqueza. Só desta forma se podem resolver as crises. Não há outra maneira.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Eu acredito em Deus mas pelo que vejo no mundo chego à conclusão que não há Deus. Se houvesse Deus éramos todos iguais e não haviam raças nem credos.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Nada. Acho que fiz as coisas bem feitas. Nasci assim e assim hei-de morrer.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente do Clube Desportivo Recreativo e Cultural da Gâmbia e estou reformado. Quero manter-me ao serviço do movimento associativo.




CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

França

 

Um Livro:

Livro do mundial de futebol de 82

 

Uma Música:

Cante alentejano

 

Um Ídolo:

Eusébio              

 

Um prato:

Dobrada

 

Um conceito:

Solidariedade

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 10:01

12
Dez 18

Com o apoio do HOTEL DO SADO

 

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"A CRISE SEMPRE EXISTIU E SEMPRE EXISTIRÁ"

 

Júlio Gamito é presidente da União Desportiva das Pontes. É Alentejano do concelho de Aljustrel, mas está radicado na nossa cidade desde tenra idade. Teve uma infância feliz mas marcada por algumas dificuldades. Recorda-se do professor Monteiro, da escola dos Pinheirinhos. Esteve para ser profissional de futebol pelo Vitória de Setúbal. Tem a ideia de que o mundo é um lugar maravilhoso mas ao mesmo tempo de muita ingratidão. Para si a crise sempre existiu e sempre existirá. Gostava de ir ao Porto Santo e Cristiano Ronaldo é o seu ídolo.

 

Como foi a sua infância?

Nasci em Corte Vicenteanos, concelho de Aljustrel. Fui para Lisboa com apenas 8 meses de idade e até aos 2 anos. Depois a minha família veio morar para o Alto da Guerra. Tive uma infância feliz mas difícil porque era apenas o meu pai sozinho a trabalhar e a ganhar. Foi muito sacrifício. Brincava de manhã até à noite. Era viciado pelo futebol. Na escola fui um bom aluno. Recordo-me do professor Monteiro, na escola dos Pinheirinhos.

 

O primeiro amor…

Lembro-me da primeira namorada mas o primeiro amor foi pela minha mulher.

 

E o primeiro emprego…

Na Junta Autónoma das Estradas. Era analista de laboratório. Não me recordo de quanto ganhava mas sei que era pouco. Tive para ser profissional de futebol no Vitória de Setúbal.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma boa casa, acolhedora, o meu porto de abrigo. Foi idealizada por mim e pela minha esposa e desenhada por uma arquiteta, mas todos os conceitos são nossos nos trabalhos interiores e exteriores.

 

O que pensa do Mundo?

É um local maravilhoso para se viver mas ao mesmo tempo é um sitio de ingratidão enquanto houverem pessoas muito ricas e outras muito pobres. Enquanto houver essa discrepância de valores dificilmente será um sítio igual para todos.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Humanamente sim. Tenho a família que idealizei. Profissionalmente estou numa boa empresa há 32 anos. Sinto-me bem.

 

Como se resolve a crise?

A crise sempre existiu e sempre existirá. Enquanto houver corrupção no nosso país haverá crise. Somos um país maravilhoso mas também de corruptos. Assim não se resolve a crise.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou católico não praticante. O Homem já faz esta pergunta há muitos anos. Qualquer resposta não tem confirmação porque é impossível saber-se uma coisa destas.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Tentava aprender uma profissão que me desse mais estabilidade no futuro. Acho que cometi alguns excessos na juventude e que hoje não os cometeria.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente da União Desportiva das Pontes e trabalho na Navigator CA. Quero manter-me ligado ao movimento associativo onde já estou desde os 18 anos. Depois quero aproveitar a reforma da melhor forma possível.




CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Porto Santo

 

Um Livro:

Running (José Soares)

 

Uma Música:

Jardins proibidos (Paulo Gonzo)

 

Um Ídolo:

Cristiano Ronaldo

 

Um prato:

Arroz de tamboril

 

Um conceito:

Nunca deixes para amanhã o que podes fazer hoje

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 10:41

11
Dez 18

Com o apoio do HOTEL DO SADO

 

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"NÃO HÁ SOSSEGO ENTRE OS PAÍSES"

 

Eduardo Guilherme é presidente da Associação de Ciclismo do Distrito de Setúbal. Natural de Angra do Heroísmo está radicado na nossa cidade desde os seus 28 anos. A sua infância foi passada em Lisboa, onde frequentou a escola da Voz do Operário. Começou a trabalhar com apenas 10 anos numa corticeira da capital. Tem do mundo a ideia de que não há paz nem concórdia. Pensa que os países provocam as guerras entre si. Sente-se um homem realizado na vida porque sempre fez o que mais gostava. Apesar da idade continua ligado ao ciclismo e gostava de ver o aparecimento de gente nova que ocupasse o lugar que agora detém. Gostava, ainda, de visitar a sua terra natal.

 

Como foi a sua infância?

Nasci em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira. O meu pai era militar na grande guerra de 40. Com poucos meses de vida fui morar para Lisboa. Só vim para Setúbal com 28 anos de idade. Morávamos na Calçada da Ajuda, nas casas dos militares. Andei na escola da Voz do Operário, até à 4ª classe. Depois tive que ir trabalhar. Lembro-me das brincadeiras da época. Os miúdos conviviam bastante.

 

O primeiro amor…

Foi depois da escola mas não pegou. Mais tarde é que comecei a namorar mais a sério.

 

E o primeiro emprego…

Com 10 anos numa fábrica de cortiça em Lisboa, na Avenida da Índia. Ganhava 10 tostões por dia.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma casa normal, grande, acolhedora e bastante tranquila. Já lá moro há 40 anos. É o meu porto de abrigo.

 

O que pensa do Mundo?

Está numa grande crise. Não há sossego entre os países. Nunca gostei nem de guerras, nem de armas. A Rússia e a Ucrânia parecem estar a preparar-se para mais uma guerra. Não há paz no mundo. A própria Europa não tem paz. Veja-se o Brexit, que também não trás paz nem concórdia entre a União Europeia.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sim. Trabalhei no que gostei toda a vida e abracei a carreira do associativismo muito cedo. Penso que tenho cumprido em prol da sociedade. Sinto-me realizado.

 

Como se resolve a crise?

Se todos trabalhássemos em prol dela. Deveria existir mais gente a trabalhar e criar-se ainda mais postos de trabalho a bem da coletividade.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Não tenho ideia formada sobre a religião. Sou cristão não praticante. Respeito todas as religiões. Essa pergunta é um mito que se criou. Quem escreveu a bíblia foi o Homem. Acho que alguma coisa existe para estarmos por aqui, talvez um ser superior, não sei.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Talvez me tivesse aplicado mais nos estudos mas naquela altura tinha que se trabalhar para sustentar a casa. Gostava de ter sido outra pessoa com mais estudos.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente da Associação de Ciclismo do Distrito de Setúbal e estou reformado. Todos os dias me dedico à associação. Pretendo manter-me ligado a ela mas gostava que aparecesse sangue novo para ocupar o meu lugar e desenvolver a modalidade.




CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Angra do Heroísmo

 

Um Livro:

Leio jornais

 

Uma Música:

Fado

 

Um Ídolo:

Rui Costa

 

Um prato:

Leitão à bairrada

 

Um conceito:

Transparência

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 09:35

10
Dez 18

Com o apoio do HOTEL DO SADO

 

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"A CRISE NÃO É MERAMENTE ECONÓMICA"

 

João Piedade é presidente do Clube de Futebol “Os Sadinos”. É natural de Grândola, mas veio para Setúbal com tenra idade e são de cá as memórias que lhe toldaram uma infância feliz e cheia de brincadeira. Começou a trabalhar como caddy no campo de golf de Tróia e hoje é advogado. Pensa que o mundo economicamente está contorcido e que a distribuição da riqueza entre ricos e pobres é cada vez mais acentuada. Acredita que a crise se resolve também aumentando o investimento público em várias áreas da vida social. Gosta de ler clássicos da literatura portuguesa e de ouvir Amália.

 

Como foi a sua infância?

Nasci em Grândola, mas vim para Setúbal com seis anos de idade. Frequentei a escola primária da Azeda de cima, da segunda à quarta classe. Tive que fazer a quarta classe duas vezes porque estava adiantado e com falta de idade para ir para o primeiro ano do ciclo preparatório. Lembro-me da minha professora que era a D. Odete Varela. Tenho um irmão mais novo. Morávamos na Rua das Dálias, na Azeda de baixo. Brincávamos de porta aberta e nas ruas com jogos tradicionais e jogávamos à bola.

 

O primeiro amor…

Não tenho grandes recordações. Deve ter sido na infância.

 

E o primeiro emprego…

Trabalhei como caddy no campo de golfe de Tróia, nos campeonatos da europa. Ganhava bem por causa das gorjetas. Também nos davam senhas de refeição.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Vivo frente à antiga Universidade Moderna. É uma casa funcional, acolhedora e com bons acessos. Tem uma boa garagem. Tenho uma vida um bocado nómada mas ao fim de semana gosto de estar em casa.

 

O que pensa do Mundo?

Penso que economicamente está contorcido com os seus recursos naturalmente em risco. Há uma distribuição de riqueza cada vez mais acentuada entre ricos e pobres. Temos, por exemplo, o mar mediterrânico com muita riqueza e o norte de África, com muita pobreza.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sim. Já fiz muita coisa. O meu lado social tem tido alguma prevalência sobre os critérios estritamente económicos e financeiros. A prova disso é o meu envolvimento no movimento associativo.

 

Como se resolve a crise?

A crise não é meramente económica mas também de valores, educativa, social e profissional e resolve-se criando mais postos de trabalho e aumentando o investimento publico na educação, saúde e no ambiente.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Deus criou o Homem, mas o Homem molda Deus às suas necessidades e muitas vezes a crenças que não são meramente religiosas. O Homem refugia-se em Deus.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Penso que não mudaria nada a não ser ter experimentado áreas de formação científica antes de ter concluído o meu curso de direito.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente do Clube de Futebol “Os Sadinos” e sou advogado. Pretendo continuar ligado ao movimento associativo procurando transmitir esse dever que temos de proteger o associativismo e as suas relações humanas, culturais e desportivas dentro da sociedade sadina.




CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Argentina e Uruguai

 

Um Livro:

Clássicos da literatura portuguesa

 

Uma Música:

O meu amor é marinheiro (Amália)

 

Um Ídolo:

Nelson Mandela

 

Um prato:

Bacalhau

 

Um conceito:

Nunca desistir

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 09:45

07
Dez 18

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"O HOMEM NÃO É PERFEITO"

 

Fernanda Pésinho é vereadora na Câmara Municipal de Palmela. Teve uma infância feliz nesta vila com muito amor da família e brincadeiras em comunhão com os amigos e as amigas. Teve a sua primeira experiência profissional na antiga Rádio Pal, a convite da sua professora de jornalismo. Sobre o mundo pensa que há muitas desigualdades e que o Homem não é perfeito. Para si a crise resolve-se quando a economia servir as pessoas e não o contrário. Gostava de ir ao Egipto e o seu ídolo é Nélson Mandela.

 

Como foi a sua infância?

Maravilhosa. Diria mesmo, o período mais feliz da minha vida, vivida com muito amor dos pais, irmão e avós, em grande liberdade e ao milésimo de segundo, com a prática desportiva e cultural, ballet, ginástica, acampamentos, teatro. Brinquei sem limites, afortunada de brinquedos mas sempre sabendo partilhar com os demais, em comunhão com muitas amigas e muitos amigos, com a vivência do espaço público (que hoje não existe), caindo de cansaço quando para a cama ia, com o pensamento de “missão cumprida”: tudo o que me dava gozo, havia feito!

 

O primeiro amor…

Se é que se pode chamar primeiro amor (paixão de infância), um colega da ginástica,  andava eu na primária. Primeiro amor à séria, o pai do meu filho.

 

E o primeiro emprego…

A minha primeira experiência profissional, ainda como estudante, foi a tempo parcial como repórter/jornalista na Rádio Pal, a convite da minha professora de Iniciação ao Jornalismo. Com o meu primeiro vencimento de 30 contos (julgo) ofereci um jantar aos meus pais e irmão como forma de mostrar gratidão por todo o amor e “investimento” em mim.

   

Como é a sua casa? Como a define?

É harmoniosa, com muito vidro, onde nos sentimos sempre em contacto com o espaço exterior, a natureza. O meu porto de abrigo. Onde me sinto segura, confortável, sem necessidade de para outro lado ir.

                                

O que pensa do mundo?

Um lugar lindo, cheio de potencialidades, nem sempre bem aproveitado, interpretado e “comandado”, no sentido da governança... E por isso com injustiças, grandes desigualdades, crise de valores... o homem não é perfeito... Mas também com gente boa e linda, que pode e deve fazer a diferença!

  

Sente-se realizada humana e profissionalmente?

Até à data sim. Recebi dos meus pais a melhor herança, os princípios e valores imprescindíveis para viver em sociedade. Profissionalmente, tenho feito o que gosto.

 

Como se resolve a crise?

Não tenho a veleidade de ter a solução, pois os interesses em jogo são tantos e o poder de uns sobre outros é de tal forma desequilibrado, que não é fácil mudar. Mas uma coisa tenho como certa, enquanto o poder enconómico se sobrepuser ao poder político (que se quer imparcial, prosseguindo o interesse público) as desigualdades e as injustiças permanecerão, pois no vértice da pirâmide está a mira do lucro ao invés de estarem as pessoas e suas necessidades. A economia deve servir as pessoas e não o inverso.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Essa dialética tem muito para se escrever... Contudo, tenho para mim que “existe um ser superior”, “uma força superior” – força cósmica – responsável pela nossa criação. Mas considero que há uma explicação científica. Em momentos específicos da minha vida, fui buscar forças a um “Deus” que tudo pode, mas noutros momentos sou cética, pois esse “DEUS” que tudo pode parece estar distraído. Deixo, por isso, a explicação para os teleologistas e teólogos.

                               

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Nada de relevante. Mas tímida que sou, teria concretizado algumas experiências que não tive a coragem de encetar, mas algumas ainda vou a  tempo... assim espero, pois uma delas é ter mais tempo para mim e para os que amo!

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou Vereadora na Câmara Municipal de Palmela, o que muito me honra por ter merecido a confiança das pessoas e assim servir a minha comunidade. Costumo viver o dia a dia e não tenho hábito de efetuar planos para o futuro, pelo que não tenho nenhum projeto pensado.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino: Egipto

 

Um livro: O Perfume (Patrick Suskind)

      

Uma música: SHE (Elvis Costello)

   

Um ídolo: Nelson Mandela

 

Um prato: Favas Guisadas com chourico, toucinho e entrecosto!

     

Um conceito: Solidarieidade – Um conceito aglutinador de muitos outros e essencial nas relações humanas

 

 

 

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 13:53

06
Dez 18

Com o apoio do HOTEL DO SADO

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"HÁ UMA FORÇA SUPERIOR QUE CRIOU ISTO TUDO"

 

José Vigário é presidente do Núcleo Recreativo e Desportivo Ídolos da Praça. Natural de Setúbal, viveu no bairro Santos Nicolau, onde teve uma infância feliz e com muita brincadeira. Filho de pai pescador foi na pesca que conheceu o seu primeiro ofício. Sobre o mundo tem uma visão de que existem muitas guerras e ódios e que o Homem deveria aproveitar o lado bom das coisas. Se pudesse voltar atrás não mudaria nada na sua vida pelo que se sente de bem consigo e com os outros. Gostou de ler A última tentação de Cristo é fã dos Guns´n´Roses e não dispensa um bom cozido à portuguesa.

 

Como foi a sua infância?

Sou natural de Setúbal. Nasci no bairro Santos Nicolau, na casa da minha avó, na antiga rua do Ouro. Tive uma infância com muita brincadeira na barreira, com muitos amigos e muito futebol à mistura. Ainda joguei n´Os Amarelos. Andei na escola da Fonte do Lavra, com a professora D. Augusta. Fui um aluno médio. O meu pai era pescador e tinha um barco e a minha mãe trabalhou nas fábricas da conserva e na Eletrónica.

 

O primeiro amor…

Foi complicado. Tinha 16 anos. Namorámos durante algum tempo mas não deu em nada.

 

E o primeiro emprego…

Pescador com o meu pai. Andei alguns anos na pesca. Depois embarquei no navio paquete Funchal.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É a antiga casa dos meus pais. É uma casa acolhedora mas onde passo pouco tempo. É familiar e bastante tranquila.

 

O que pensa do Mundo?

Há muito egoísmo com muitas guerras e ódios. Devíamos fazer algo para mudar os acontecimentos. Também existem coisas positivas como as amizades. Acho que se podia aproveitar melhor o lado bom do mundo que é maravilhoso. Gosto muito de viver e o mundo tem coisas realmente belas.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Estamos sempre a aprender. Não tenho muita razão de queixa. Aquilo que já fiz estava dentro das minhas expetativas. Sinto-me bem comigo e por isso estou de bem com a vida.

 

Como se resolve a crise?

Deveria de existir mais entendimento político entre os governantes e menos corrupção que está na ordem do dia. A riqueza devia de ser dividida. Há uma grande diferença entre ricos e pobres.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou católico não praticante. Fiz a primeira comunhão e andei na catequese. Penso que há uma força superior que criou isto tudo a quem chamam Deus.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Acho que nada. Tudo o que aconteceu foi por algum motivo. Sempre consegui passar dos maus para os bons momentos e sempre levantei a cabeça. Não me arrependo de nada. Aprendemos com os erros

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente do Núcleo Recreativo e Desportivo Ídolos da Praça e trabalho na Sesibal, como encarregado de armazém. Pretendo levantar ainda mais o clube, ter mais sucessos desportivos e manter-me no movimento associativo enquanto as pessoas me quiserem.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Londres

 

Um Livro:

A última tentação de Cristo (Níkos Kazantzákis)

 

Uma Música:

November Rain (Guns’n’roses)

 

Um Ídolo:

Jim Morison

 

Um prato:

Cozido à portuguesa

 

Um conceito:

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 09:34

05
Dez 18

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"IMPUS-ME PELA MINHA QUALIDADE"

 

O Dr. Julião Adrião é presidente do Grupo Desportivo “Os Amarelos” e médico respeitado na nossa cidade. Nasceu e cresceu no humilde bairro de Santos Nicolau e desde cedo despontou em si o desejo de se tornar médico. Em tempo de dificuldades aproveitou o facto de ser filho único e esforçou-se para conseguir os seus objetivos. Tanto em casa como no seu consultório tem uma decoração alusiva à cidade e à sua própria vida com quadros de pintores setubalenses e outros artefactos. Para si o mundo evoluiu de uma forma espetacular mas lamenta que os governantes não estejam á altura dos acontecimentos. Não acredita em Deus, gosta de visitar Cuba e não dispensa uma boa sardinhada.

 

Como foi a sua infância?

Sou natural de Setúbal, do bairro Santos Nicolau. Tive uma infância feliz num bairro de pescadores e com muitas crianças. Naquela altura os casais tinham muitos filhos. O meu pai era pescador e a minha mãe era doméstica. O bairro era muito pobre. Não foi fácil para o meu pai sustentar a família e ter um filho a estudar. Como eu era filho único tive a vantagem de concluir o meu curso. Comecei na escola 19, que era aqui no bairro. Não conhecia as letras e pensei em fugir da escola porque todos os dias levava reguadas e varadas do professor. Andava na fila dos burros. Consegui aprender sózinho e passar de classe. Depois fui para a escola da D. Cremilde e passei a ser o melhor aluno.

 

O primeiro amor…

Talvez por uma colega de curso no Porto, na faculdade. Não deu em nada porque eu era de Setúbal e ela de Trás-os-Montes.

 

E o primeiro emprego…

Nas férias grandes ia trabalhar como pedreiro ou servente. Trabalhei na estiva, ajudante de serralheiro, de jardineiro e outros trabalhos. Ia ao que aparecia. Queria ganhar dinheiro. O primeiro ordenado foi de 60 escudos por semana.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma casa confortável, bem localizada e decorada à minha maneira e tem por motivo base Setúbal, com muitos quadros do Chora, Francisco Anjos e Vasco Leonardo e tem ainda outros motivos de decoração que me dizem algo da infância e do decurso da minha vida.

 

O que pensa do Mundo?

Tem evoluído espetacularmente a todos os níveis como a longevidade do ser humano e da comunicação. Há 40 anos as expetativas eram completamente diferentes. No entanto continuamos a ter lideres mundiais não formados para a sua função daí os declives no mundo.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Completamente. Vim de um nível de vida muito baixo e com muitas dificuldades. Já no ciclo preparatório dizia que queria ser médico. Na altura era impensável. Lutei e consegui atingir o meu grande objetivo. Impus-me pela minha qualidade.

 

Como se resolve a crise?

Com trabalho, com objetivos bem definidos e sobretudo tem que haver mais eficácia da justiça que é o ponto mais negro do nosso país. A justiça não funciona e dá um sentimento de impunidade a quem tem uma capacidade económica muito grande.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Todas as religiões são criadas pelo Homem, que precisa de algo a que consiga agarrar-se para superar as suas debilidades. As religiões congregam as nossas incertezas perante a vida e a natureza. Foi o Homem quem criou Deus.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Teria evitado a queda que me provocou uma necrose da cabeça do úmero do ombro direito. De resto não me arrependo de nada.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente do Grupo Desportivo “Os Amarelos” e médico de várias instituições na cidade. Tenho um longo percurso no movimento associativo e quero manter-me em atividade. “Os Amarelos” são uma herança do meu pai que reativou o clube. Espero morrer médico.




CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Cuba

 

Um Livro:

Os Maias (Eça de Queirós)

 

Uma Música:

My Way – Frank Sinatra

 

Um Ídolo:

Cristiano Ronaldo

 

Um prato:

Sardinhas assadas

 

Um conceito:

Vive de acordo com as tuas possibilidades e fazendo o que não queres que te façam a ti

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 08:40

04
Dez 18

Com o apoio do HOTEL DO SADO

 

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"OS RECURSOS DO PLANETA NÃO ESTÃO BEM DIVIDIDOS"

 

Manuel Galrinho é professor no ensino secundário. É ribatejano de santarém, onde frequentou a escola primária, brincou e pescou com o avô no rio Alviela, antes deste “adoecer”. Pensa que os recursos do planeta não estão bem divididos e que a corrupção fomenta as crises. Mantém em atividade a prática da fotografia e do restauro de instrumentos musicais, para além da dança. Não acredita em Deus, não tem ídolos e gosta de ouvir Filipe Glass.

 

Como foi a sua infância?

Sou Ribatejano de Santarém. Vivi em várias aldeias mas a Quinta da Granja marcou-me sobre maneira porque era muito bonita e com paisagens maravilhosas, com riachos e montes com ginjeiras em flor. O meu pai era guarda florestal dessa quinta e a minha mãe trabalhava no campo. Frequentei a escola primária do Sobral, até à 4ª classe. Era um aluno que me interessava imenso pela escola porque já pensava nessa altura que era um meio importante para compreender o mundo. Não tive uma infância de muitos brinquedos que, entretanto, era eu quem os contruía. Ajudava o meu avô na pesca e na horta. Mais tarde o rio Alviela adoeceu e transformou-se num esgoto das empresas da região.

 

O primeiro amor…

Foi um namoro de liceu, uma grande paixão mas que acabou rápido e sem consequências.

 

E o primeiro emprego…

A contar carros. Tinha 14 anos. Não me lembro de quanto ganhava.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Estou a recuperar uma casa antiga do meu pai que tem 4 andares. Sou eu que tenho feito toda a obra. Foi uma casa pensada para os operários da região.

 

O que pensa do Mundo?

Aos seres humanos com as suas capacidades racionais era possível construir um mundo melhor mas há interesses de vária ordem que fazem vir ao de cima mais o nosso lado egoísta que o nosso lado altruísta. Os recursos do planeta não estão bem divididos. Não estamos a fazer tudo para salvar o planeta da destruição.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Profissionalmente penso que sim porque sou professor que é a profissão que idealizei para mim. Do ponto de vista pessoal também me sinto realizado porque os meus interesses extra profissionais como a fotografia, restauro de instrumentos musicais e dança são atividades que tenho conseguido levar por diante.

 

Como se resolve a crise?

Não sou político nem tenho grandes certezas mas um grande passo seria acabar com a corrupção. Temos riqueza natural para vivermos muito melhor. A corrupção desanima as pessoas.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Foi o Homem quem criou Deus, claro. Somos seres limitados e finitos e temos necessidade de acreditar em alguém infinito. Daí vem a crença em Deus. Não sou contra as religiões que desempenham um papel social e existencial importante para quem acredita.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Talvez me tivesse dedicado mais à dança e mais cedo.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Dou aulas de filosofia e psicologia no ensino secundário, restauro violinos e violoncelos e tenho grande prazer na fotografia principalmente ao nível do retrato e quero voltar à dança. Quando me reformar pretendo manter estas atividades com mais tempo.




CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Islândia

 

Um Livro:

Cem anos de solidão (Gabriel Garcia Márquez)

 

Uma Música:

Sat Yagraha (Filipe Glass)

 

Um Ídolo:

Não tenho

 

Um prato:

Polvo à lagareiro

 

Um conceito:

Faz o que queres e sê feliz

 

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 12:23

30
Nov 18

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"AINDA TENHO MUITO POR FAZER"

 

O Dr. Nuno Marques é presidente da Sociedade Musical Capricho Setubalense. Em criança frequentou a Academia Luísa Tódi, onde também aprendeu a executar alguns instrumentos musicais. Lembra-se das brincadeiras de rua que se estendiam pela serra, pelos conventos e doca dos pescadores. Para si o mundo é um lugar maravilhoso que a espécie mais inteligente entre as espécies tem colocado em causa. Diz-se desapegado dos bens materiais. Gosta de reunir em sua casa a família e os amigos. Sabe que a vida não é retroativa e que nos fazem falta todas as circunstâncias pelas quais passamos na nossa existência. Gosta de ler José Saramago, ouvir Mário Regalado e comer um bom cozido à portuguesa.

 

Como foi a sua infância?

Sou natural de Setúbal. Nasci no hospital de S. Bernardo. Passei a infância entre o Bairro do Liceu e o Bairro do Troino, com muitas incursões pela Arrábida e Tróia. Frequentei a Academia Luísa Todi. Fui um aluno médio. Aprendi piano, órgão e saxofone. Lembro-me de brincar, essencialmente, na rua e de nos embrenharmos na serra, nas quintas até ao forte de S. Filipe, Convento de S. Francisco, doca dos pescadores e Avenida Luísa Todi. Recordo-me do tempo do Extra e da feira de Santiago, na Avenida Luísa Todi.

 

O primeiro amor…

Foi Setúbal. Apaixonei-me pela cidade muito antes de olhar para as raparigas. Fui escoteiro desde os 6 anos e isso ajudou à minha relação com a cidade.

 

E o primeiro emprego…

Com 14 anos a trabalhar nas férias numa loja da baixa. Ganhava 40 contos por mês.

 

Como é a sua casa? Como a define?

Sou muito desapegado dos bens materiais. A minha casa é onde tenho as minhas coisas e onde junto a família e os amigos.


O que pensa do Mundo?

É um espaço maravilhoso povoado por milhares de espécies fantásticas. No entanto, a espécie mais inteligente é tão complexa que tem posto em causa a casa de todos. Acredito no futuro porque também acredito no ser humano.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sou razoavelmente feliz e satisfeito em vários registos diferentes da minha vida mas ainda tenho muitas coisas por fazer. Por isso não me sinto completamente realizado.

 

Como se resolve a crise?

Julgo que se resolve colocando o ser humano no centro das preocupações e prioridades.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Foi o Homem quem criou Deus, por necessidade de encontrar resposta para muitas questões às quais não sabia responder.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Não mudaria nada porque a vida não é retroativa e precisamos de tudo o que nos aparece de forma imprevista. Umas vezes decidimos melhor e outras pior. Faz parte do percurso da nossa vida.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente da Sociedade Musical Capricho Setubalense e membro do executivo da União das Freguesias de Setúbal. No futuro continuarei ligado ao movimento associativo e a trabalhar voluntariamente em prol da comunidade.



CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Setúbal

 

Um Livro:

Memorial do Convento (José Saramago)

 

Uma Música:

Desejo de voltar (Mário Regalado)

 

Um Ídolo:

Não tenho

 

Um prato:

Cozido à portuguesa

 

Um conceito:

A união faz a força

 

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 11:20

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