Entrevistas de JoaQuim Gouveia

18
Out 13

 

“O RIO SADO É O NOSSO PARAÍSO”

 

O engenheiro João Barbas é uma figura simpática e alegre que nos faz lembrar o rio Sado, onde tem dois Galeões do Sal, prontos para viajarem em rota de cruzeiro todos os dias. É Alentejano de Portalegre, mas veio para Setúbal, ainda menino e moço. Aqui ganhou amigos, frequentou a escola e conheceu o seu primeiro amor. Hoje mora em Vila Fresca de Azeitão, para fugir ao rebuliço da cidade quando o descanso também se recomenda. O Sado é o seu paraíso e projeta perpetuar as suas embarcações no futuro

 

Como foi a sua infância?

Nasci em Portalegre, mas vim para Setúbal, com 5 anos de idade para uma casa nas Fontaínhas. Fiz o ensino primário na escola do “Sousa”. Tinha muitos amigos com quem hoje ainda me dou muito bem. Na maioria eram filhos de pescadores. No fundo as Fontaínhas, eram uma zona de varinos oriundos da Murtosa e de Ovar. Jogávamos à bola numa zona a que chamávamos de “praia”, onde hoje é o Porto de Setúbal. Aos domingos de manhã, quando não íam para a pesca, os pescadores jogavam futebol entre eles e à tarde íam ver o Vitória de Setúbal

 

O primeiro amor…

Foi uma paixão mesmo assolapada, no 1º ano de Liceu. Era uma rapariga do Barreiro, a Climénia. Ainda hoje somos amigos

 

E o primeiro emprego…

Quando saí do Técnico, como engenheiro estagiário na Electrónica Signetis. Ganhava dois contos e quinhentos por mês

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma pequena casa com 2 assoalhadas e que fica em Vila Fresca de Azeitão, fora do rebuliço da cidade

 

O que pensa do mundo?

Isto podia ser melhor. Há muita injustiça, fome e sofrimento e não há necessidade que isto aconteça. A natureza é magnífica e o Homem o seu pior predador

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

O nosso percurso é feito de coincidências. O meu faz-me pensar que fiz algo de positivo. Os últimos 23 anos foram extraordinários porque consegui conjugar a paixão do mar e da vela com a preservação do património marítimo que era o meu principal objectivo

 

Como se resolve a crise?

Não tenho essa pretensão, nem tenho grandes sugestões. Acho que nos falta tornar as coisas mais simples

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

É um mistério. Nasci católico mas não sou praticante. Se olharmos para a grandeza do universo ficamos atordoados ao pensar como tudo terá sido criado

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Creio que não. A vida para mim é mais um conjunto de coincidências que temos que saber gerir a cada momento

 

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou proprietário da empresa Troia Cruze, que tem 2 Galeões do Sal, que fazem cruzeiros no nosso paraíso que é o rio Sado. No futuro quero manter esta atividade e perpetuar as minhas embarcações

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Cabo Verde

 

Um livro

Os velhos marinheiros (Jorge Amado)

 

Uma música

Tombe la neige (Adamo)

 

Um ídolo

Tabarly (navegador francês)

 

Um prato

Tomatada de cação

 

Um conceito

Fazer as coisas simples

 

publicado por Joaquim Gouveia às 07:51

 

“O DESAFIO DE UM ARTISTA PLÁSTICO É A SUPERAÇÃO”

 

Lurdes Pólvora da Cruz é pintora desde muito jovem. Formou-se em artes plásticas, tem um atelier em Setúbal e mostra-se disponível para colborar nas iniciativas da cidade. Casou com 17 anos e foi viver para a Venezuela. Pensa que o mundo está em decadência de valores com consequências muito graves para o ser humano. Não sabe como se resolve a crise até porque acha que a própria política também está em crise. O seu conceito de vida é simples e para cumprir: respeitar para ser respeitado

 

 

Como foi a sua infância?

Como sou filha única era a menina dos papás. Foi uma infância muito tranquila entre gente crescida. Nasci em Setúbal, mas como o meu pai foi trabalhar para Lisboa, fomos morar para Almada. Adorava saltar à corda e tinha uma bola pequena, que me cabia entre as mãos, com a qual brincava bastante. Curiosamente, nunca brinquei com bonecas

 

O primeiro amor…

Havia um miudo na minha rua que se chamava Vitor. Olhávamo-nos bastante mas não passou disso. O meu primeiro amor foi mesmo com o meu marido. Conheci-o com 15 anos, casei aos 17 e fomos para a Venezuela

 

E o primeiro emprego…

Formei-me em artes plásticas e trabalhei como professora auxiliar no atelier da professora Teresa Azara, em Caracas

 

Como é a sua casa? Como a define?

Tranquila e cómoda. É o meu descanso

 

O que pensa do mundo?

Que está em decadência com situações muito graves para o ser humano, porque há crise económica, sentimental e religiosa em todos os aspetos

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Nunca. Penso que nenhum ser humano deve chegar a isso porque é dizer que está acabado e sem sentido para viver

 

Como se resolve a crise?

Estou convencida de que os políticos não a vão resolver porque a própria política está em crise. Não sei como se resolve mas o meu sonho é de que todos deveríamos ser irmãos e dividir irmanamente

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou católica. Acredito no Adão e Eva e que Deus é o nosso Pai. Acredito também na Bíblia

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Possivelmente sim. Se soubesse o que sei hoje mudaria. Mas se isso acontecesse tinha a certeza de que que o princípio do abc se repetiria porque nunca sabemos o resultado final das coisas

 

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou pintora. Tenho um atelier de pintura em Setúbal, com vários alunos. No futuro quero continuar a desenvolver esta atividade. O desafio diário na vida de um artista plástico é a superação e vencer obstáculos

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Paris

 

Um livro

Cem anos de solidão (G. Garcia Marquez)

 

Uma música

Love me tender (Elvis Presley)

 

Um ídolo

Não tenho

 

Um prato

Carne de porco à alentejana

 

Um conceito

Respeitar para ser respeitado

 

publicado por Joaquim Gouveia às 07:41

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