Entrevistas de JoaQuim Gouveia

22
Jan 14

 

 

Com o apoio “HOTEL DO SADO”

 

“O MUNDO OBRIGA-NOS A CORRER PARA NOS SAFARMOS”

 

Nasceu em Setúbal, tem 41 anos, formou-se em Engenharia de Operações Florestais e especializou-se em Sistemas de Informação Geográfica. Trabalhou na AFLOPS – Associação de Produtores Florestais da Península de Setúbal cerca de quatro anos. O Projeto do “Charroque da Profundurra” surgiu, há quatro anos atrás, por brincadeira, quando decidiu fazer um blog com o mesmo nome para divulgar textos sobre o falar setubalense.

 

Como foi a sua infância?

Foi uma infância muito feliz e muito diversificada em termos de espaço. Até aos 5 anos vivi em Setúbal mas a partir daí os meus pais foram viver para um meio semi-rural em Palmela. O meio que terá influenciado a minha formação académica. Aprendi muitas brincadeiras ligadas ao campo, como a das fisgas, faziam-se fogueiras e muitas outras brincadeiras que actualmente são proibidas.

 

O primeiro Amor…

A minha mulher, o meu único amor, mãe das minhas duas filhas.

 

E o primeiro emprego…

Foi na CELPA,indústria papeleira, já estava formado. Estava relacionado com sistemas de informação geográfica e fazia a verificação de mapas. 

 

Como define a sua casa?

É uma casa espaçosa, adoro a minha sala toda em madeiras. É uma casa muito agradável, onde gosto de receber os meus amigos. É o lugar onde guardo as minhas várias colecções de banda desenhada, vinil, entre outros objectos que contam muitas histórias.

 

O que pensa do mundo?

Vejo o mundo muito acelerado, que nos obriga a correr para nos safarmos. Vivemos num sistema de capitalismo que não funciona, porque não dá prioridade às pessoas. Reconheço, no entanto, que faz avançar muito o mundo.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sim, humanamente formei a minha família, continuo a conviver diariamente com os meus pais e sinto que tenho sorte em conseguir conjugar trabalho e família.

Profissionalmente, embora já tivesse feito imensas coisas, ainda há muitas ideias para desenvolver. O projecto “Charroque da Profundurra” é um projecto para levar pela vida fora.

 

Como se resolve a crise?

Com o actual sistema criado vai ser muito difícil. Os nossos governantes querem resolver a crise mas acabam por criar problemas às pessoas. Acredito que se resolve com a criação de um sistema que assente nas necessidades básicas das pessoas.

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem que criou Deus?

Sou ateu e não acredito num Deus superior, não foi educado a acreditar num Deus. Prefiro acreditar numa série de coincidências do tempo do que num Deus.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Não mudava nada, fazia tudo igualzinho.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Tenho várias ideias que vão avançar para o desenvolvimento do “Charroque da Profundurra”. Criarei pacotes à semelhança dos produtos da “Vida é Bela”. As t-shirts do “Charroque” passarão a proporcionar experiências, como o direito a um excerto de uma peça de teatro à charroco, em casa ou num restaurante, entre outras possibilidades. Voltarei, também, a promover a iniciativa da tatuagem do charroco, através da aquisição de uma t-shirt.

 

CAIXA DE PALAVRAS

 

Um destino

India

 

Um livro

 Os Correios (Charles Bukowski)

 

Uma Música

The Number of the Beast (Iron Maiden)

 

Um ídolo

Jane Goodall

 

Um prato

Choco Frito

 

Um Conceito

A Amizade

 

publicado por Joaquim Gouveia às 20:42

 

 

Com o apoio: "HOTEL DO SADO"

 

 

“ O MUNDO É UM LUGAR PERIGOSO PARA OS MAIS FRACOS”

 

O Dr. Catarino Costa é um homem bem conhecido na região. Desempenhou vários cargos politícos e tem intervindo de forma presente em vários setores da nossa comunidade. Nasceu em Cabrela, passou por Borba e veio morar para Setúbal, com tenra idade. Tem recordações da sua infância passada no bairro Salgado e de gostar imenso de jogar futebol embora, felizmente, como faz questão de frisar,não tenha chegado a profissional. Pensa que o mundo é fantástico mas ao mesmo tempo perigoso para os mais fracos. O seu ídolo foi José Águas, adora leitão à bairrada e quer, no futuro, participar nas atividades de cidadania

 

Como foi a sua infância?

Nasci em Cabrela, porque os meus pais, que eram professores, foram lá colocados para dar aulas no seu primeiro ano de carreira. Depois fomos morar para Borba, onde nasceu a minha irmã. Vim para Setúbal com 5 anos. Foi uma infância feliz. Morei no Bairro Salgado e convivi com a rapaziada com quem brinquei bastante naquela zona da cidade. Andei na antiga escola Conde Ferreira, onde fui sempre bom aluno. Tive uma grande paixão pelo futebol mas acabei por nunca ser profissional, felizmente.

 

O primeiro amor…

Não tenho uma memória muito presente dessa questão pelo menos da forma que ela é colocada. Talvez na infância, na escola, alguma brincadeira mais inocente e sem consequências.

 

E o primeiro emprego…

Na Sopragol, empresa de concentrado de tomate que ainda existe. Fui diretor administrativo e financeiro. Acho que ganhava 5 contos por mês.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É grande, bonita e confortável. Fica na Quinta do Padre Nabeto. É onde me sinto bem. Tem uma decoração muito feminina, ao gosto da minha esposa.

  

O que pensa do mundo?

Penso que tem ainda muita injustiça e muitas desigualdades que precisam de ser corrigidas e Deus devia olhar bastante mais por isso. Gosto muito de viver e sou uma pessoa positiva e, portanto, adoro o mundo onde vivo embora reconheça que há muito a caminhar na direção da perfeição. O mundo é um lugar perigoso para os mais fracos, mas ao mesmo tempo é fantástico.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Totalmente nunca nos sentimos realizados. Considero que atingi um grau elevado de satisfação nessas duas vertentes, muito especialmente porque procurei ser sempre eu e construir o meu futuro.

 

Como se resolve a crise?

Do meu ponto de vista não está disponível nenhum modelo teórico que aponte para a resolução rápida da maior parte dos problemas mais importantes. Todos temos que fazer o que for possível. As insuficiências para tomar medidas adequadas são muito grandes.

 

 

Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Penso que as duas coisas. É impossível conhecer a nossa realidade sem acharmos que há qualquer coisa de superior e sobrenatural que nos tenha feito chegar aqui. Mas a ideia de Deus é construída pelo cérebro humano na medida da consciência das suas limitações. O que o Homem não explica ou não resolve espera que Deus o faça.

  

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Tenho ideia de que o que fiz foi sempre em função de um conhecimento que tinha na altura. Se tivesse possibilidade de prever o futuro possivelmente muitas opções teriam sido diferentes. Não estou nada arrependido do meu percurso de vida.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou diretor da Parpública. No futuro pretendo fazer tudo aquilo que as minhas forças me permitirem, nomeadamente, participar mais ativamente nas atividades cidadãs.

 

 

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino

Paris

 

Um livro

Os Maias (Eça de Queirós)

  

Uma música

Beatles

  

Um ídolo

José Àguas (Benfica)

 

Um prato

Leitão à bairrada

 

Um conceito

Solidariedade

 

publicado por Joaquim Gouveia às 07:06

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