Entrevistas de JoaQuim Gouveia

06
Jan 18

“ESTIVE SEMPRE LIGADO ÀS INSTITUIÇÕES, ÀS PESSOAS E À CIDADE”

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António Alves sente-se um homem realizado na plenitude da sua vida profissional e pessoal. Sente que sempre esteve ligado às instituições, às pessoas e à cidade de Setúbal, através dos inúmeros cargos que desempenhou vida fora. Nasceu em Vendas Novas, mas rumou à nossa cidade, com apenas três anos de idade. Frequentou a antiga escola do Sousa e o Colégio Frei Agostinho da Cruz. Viajou pelo mundo mas sempre privilegiou o regresso a casa e à cidade. É um homem de fé mas acredita que é necessário ter cuidado com as novas tecnologias que podem abalar a fé do Homem.

 

Como foi a sua infância?

Tive uma infância feliz, embora a época difícil que se vivia não ajudasse muito. Nasci em Vendas-Novas, em 1932. Vim para Setúbal com 3 anos de idade e não mais saí daqui. Frequentei a antiga Escola Primária do Sousa, onde fui bom aluno. Tirei o curso Geral de Comércio e frequentei o Colégio Frei Agostinho da Cruz para fazer exame ao Instituto Comercial de Lisboa. Fui sempre criança de brincar na rua com os muitos amigos que sempre tive (jogávamos á bola, ao eixo-rebaldeixo e outras brincadeiras da época). Tenho 2 irmãos. Naquela tempo a cidade tinha cêrca de 30 mil habitantes e todos nos conhecíamos.

 

O primeiro amor…

Foi um namoro de criança que se perdeu nas brincadeiras do tempo…

 

E o primeiro emprego…

Foi como responsável por dois barcos pesqueiros pertença do grupo Banco Borges & Irmão. Foi uma experiência dignificante onde conheci e senti os problemas e a vida difícil dos nossos pescadores.  Quanto a vencimento não tenho presente o valor.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma casa acolhedora no centro da cidade. Tem uma decoração simples, que sempre esteve a cargo da minha mulher


O que pensa do Mundo?

Penso muito mal. A europa deveria ser uma UNIÃO de países que justificasse uma vida económica mais coesa, mais solidaria e, portanto, mais calma e melhor. O Mundo e os blocos que o constituem vai passar por alguns desentendimentos face á China, a Rússia, é Índia e ao Brasil, com Angola na peugada.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Totalmente. Acho que também tive alguma sorte no caminho. Toda a minha vida esteve ligada á água, desde os tempos de escola em que tomava banho na doca. Quando chegou a idade mais adulta, fui director do Clube Naval Setubalense e quando trabalhei no Grupo CUF a minha ligação profissional foi com navios e o Cais das Fábricas do Barreiro. Na sequência fui Administrador da Socarmar, empesa operadora de Cargas e Descargas de navios no Porto de Lisboa e, aqui em Setubal, como Administrador da Setefrete, empresa de Operações Portuárias. Como vê sempre actividades ligadas ao mar (água).

 

Como se resolve a crise?

Tudo seria evitado se não tivéssemos entrado na União Europeia, embora considere que, hoje, já não era possível vivermos fora dela.Em minha opinião a Europa devia ter-nos ajudado a minorar a crise mas optou por nos fazer exigências que não podíamos nem podemos aceitar. Devíamos ser respeitados pelos países que estão connosco na EU, com soluções mais solidárias (empréstimos a juros comportáveis e aceitáveis) que nos permitissem desenvolver investimentos e desenvolvimento económico e a criação de postos de trabalho, para dignidade das pessoas que tiveram de estender a mão á caridade.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou um Homem de Fé e acredito que há algo muito superior a nós a quem chamamos Deus. Mas o Homem sempre quis ser livre e mostrar que está de passagem pela Terra para a desenvolver e melhorar a condição humana. Mas, lembro, que se deverá ter todo o cuidado com o Mundo actual. É necessário ter cuidado com as novas tecnologias porque a nossa Fé pode vir a ser abalada e aí, nem Deus nos salvará. Então quem nos salvará?

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Nada. Arrependo-me apenas de não ter completado os meus estudos pós colégio. De resto não mudaria nada.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Estive sempre ligado ás pessoas, ás Instituições e á cidade através da minha participação em variadíssimas Associações de Solidariedade Social, Desportivas, Culturais e de Ensino. Hoje faço parte de uma Associação Cívica “POR SETÚBAL”.  Fui Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome do Distrito de Setúbal. Estive no Vitória Futebol Clube, no Clube Naval Setubalense. Na acividade política desempenhei vários cargos: Presidente da Junta de Freguesia da Anunciada. Deputado Municipal por inerência de funções. Presidente do Centro Coordenador do Trabalho Portuário de Setúbal (Cargos que exerci graciosamente, dispensando os honorários ou avenças a favor desses Organismos). Exerci, também, o cargo de Deputado á AR.



CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

 Portugal

 

Um Livro:

 Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley)

 

Uma Música:

 O Coro dos Escravos (Giussepe Verdi)

 

Um Ídolo:

Helmut Kohl

 

Um prato:

Sardinhas assadas

 

Um conceito:

Honestidade/Solidariedade

 

 

 

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 14:40

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