Entrevistas de JoaQuim Gouveia

20
Nov 18

Com o apoio do HOTEL DO SADO

 

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"É PRECISO RESPEITAR A IDEIA DO PRÓXIMO"

 

Arlindo Roda é presidente da Federação Portuguesa de Damas. Natural de Leiria veio para Setúbal, ainda jovem e por cá resolveu a sua vida familiar e profissional. A sua casa tem uma palavra de ordem que é a assistência à família. Pensa que poderemos estar na eminência de mais uma guerra mundial difícil de evitar mas que é necessário combatê-la. Acredita num ser superior ao Homem e se pudesse voltar a atrás mudaria algumas circunstâncias da sua vida. Para si a crise resolve-se com entendimentos. Gostava de ir ao Japão, admira a personalidade de Nélson Mandela e não dispensa ouvir Charles Aznavour.

 

Como foi a sua infância?

Sou natural de Leria, freguesia de Pousos. Vim para Setúbal, já com 26 anos de idade. Tive uma infância dura porque tive de ajudar os meus pais na lavoura, na vida agrícola. Fazia 7 quilómetros a pé para ir à escola todos os dias mas eu chorei para ir estudar. Era o filho mais velho e tinha que ajudar. Gostava de jogar à bola mas o meu pai não me deixava. Tive pouca brincadeira porque quando terminava as aulas ia logo trabalhar. Os meus pais trabalhavam de sol a sol.

 

O primeiro amor…

Tinha 17 anos quando conheci o meu primeiro amor. Curiosamente, por causa do namorico não participava na oração do terço que o meu pai fazia na nossa casa e obrigatoriamente com a nossa família. Tinha que ser o meu irmão a ir chamar-me.

 

E o primeiro emprego…

Com 16 anos num estágio do curso de montador de eletricista. Comecei por ganhar 10 escudos por dia.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma casa onde a palavra de ordem fundamental é “assistência familiar”. É uma casa acolhedora e muito tranquila. Tive sempre o associativismo no horizonte e por isso reparti o gosto pela casa com esta nobre causa.


O que pensa do Mundo?

A evolução tecnológica que é muito natural tem alguns contras tendo em conta os tempos em que vivemos. Mas acho isso fruto da própria evolução e da ambição do Homem. Se calhar estamos na eminência de mais uma guerra mundial que é difícil evitar mas necessário combater.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sinto-me realizado embora reconheça que poderia estar ainda mais porque há vícios e hábitos que ainda não consegui eliminar.

 

Como se resolve a crise?

Politicamente falando só quando os partidos se convencerem de que é preciso dialogar e respeitar a ideia do próximo sem interesses a não ser os nacionais, acima de tudo.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Durante algum tempo da minha vida pensei nesse tema até talvez por ser católico mas rapidamente achei que não valia a pena pensar no assunto. Acredito num ser superior.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Naturalmente que sim. Existem várias situações que não voltaria a repetir. No entanto, também acredito que continuamos a aprender com os erros, virtudes e vicissitudes.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Sou presidente da Federação Portuguesa de Damas, que tem sede em Setúbal. Estou reformado. Ainda hoje tento conjugar a minha atividade com a vida familiar. Sinto que tenho a ajuda da família.


CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Japão

 

Um Livro:

Livros de pedagogia infantil

 

Uma Música:

La Boheme (Charles Aznavour)

 

Um Ídolo:

Nelson Mandela

 

Um prato:

Sardinhas assadas

 

Um conceito:

Mais calmo e simpático e menos temperamental

 

 

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 09:24

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