Entrevistas de JoaQuim Gouveia

26
Nov 18

Com o apoio do HOTEL DO SADO

 

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"A RIQUEZA É QUE FAZ A MISÉRIA"

 

Armando Oliveira é presidente da Comissão de Festas de Tróia e diretor nacional do Apostolado do Mar. Conheceu uma infância feliz ao contrário dos irmãos que tiveram uma vida mais difícil. Frequentou uma escola particular no bairro Santos Nicolau. Começou a trabalhar aos 16 anos no Entreposto Industrial, como aprendiz de serralheiro. Para si o mundo está alterado porque o ser humano é egoísta e ambiciona o poder económico. No seu entender a crise resolve-se quando os governantes olharem para a realidade da vida e para a pobreza. É cristão convicto e acredita que foi Deus, quem criou o Homem. Adora a Caldeira de Tróia, gosta de ouvir Mário Regalado e de comer peixe grelhado.

 

Como foi a sua infância?

Sou de Setúbal, mas os meus pais são oriundos da Murtosa. Éramos uma família com dez irmãos. Eu sou o mais novo. Não posso dizer que tenha tido uma infância má. Foi razoável até tendo em conta a infância dos meus irmãos que, essa sim, foi difícil. Eu já não passei por dificuldades. Frequentei uma escola particular no bairro Santos Nicolau, que era da professora Cremilde. Chamavam-lhe a escola da “lava a cara”. Fui um aluno razoável. Nasci e cresci na zona das Fontainhas, na Travessa da Fantasia e foi ali que brinquei e joguei á bola, ao berlinde, ao pião, aos polícias e ladrões e outras brincadeiras.

 

O primeiro amor…

Era uma amiga da minha mulher. Pedi-a em namoro e ela disse-me que não. Ficámos amigos para a vida.

 

E o primeiro emprego…

Com 16 anos no Entreposto Industrial, como aprendiz de serralheiro. Ganhava 1250 escudos.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É acolhedora e faz-nos sentir bem. Não é luxuosa mas humilde com todas as condições para uma vida condigna. Gosto muito de estar em casa onde trabalho nas minhas atividades.


O que pensa do Mundo?

Hoje está alterado porque o ser humano faz as coisas más. Os governantes deveriam ter mais consciência e pensar mais nos outros olhando para os mais necessitados porque as guerras acontecem pela sua ambição do poder económico.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Tive um acidente de trabalho que me levou a interromper a minha vida profissional. Humanamente acho que ainda tenho muito que dar como cristão e como ser humano. Tenho que trabalhar mais para os que necessitam e pensar que os outros também têm que estar bem.

 

Como se resolve a crise?

Os nossos governantes devem olhar para a realidade da vida e para a pobreza. A riqueza é que faz a miséria porque vemos constantemente o perdão aos que mais têm e a tirarem mais à pobreza.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Na minha perspetiva foi Deus quem criou o Homem. Pela infância que tive e pelo conhecimento que me foi dado tudo me leva a crer que essa é a realidade.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Acho que não. Penso que tudo o que fiz foi ponderado. Sinto-me bem com o meu percurso.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente da comissão de festas de Tróia e diretor nacional do Apostolado do Mar. Pretendo que estes movimentos tenham mais sucesso e que consiga transmitir às pessoas a minha fé e o meu caminho como cristão.



CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Caldeira de Tróia

 

Um Livro:

Jesus

 

Uma Música:

Rio Azul (Mário Regalado/Laureano Rocha)

 

Um Ídolo:

Jesus Cristo

 

Um prato:

Peixe grelhado

 

Um conceito:

Sentir-me de bem com todos e com a vida

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 12:15

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