Entrevistas de JoaQuim Gouveia

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Nov 18

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"QUANDO ERA CRIANÇA NÃO HAVIA BULLYNG"

 

O arquiteto Eduardo Carqueijeiro é um ambientalista perfeitamente entrosado com os problemas reais do planeta. Cresceu ao sabor da brincadeira e da boa disposição que os seus tempos de criança lhe proporcionaram. Começou a trabalhar enquanto acabava os seus estudos de arquitetura. Acredita que o mundo está desregulado porque o Homem não sabe para onde vai. Preocupa-se com as questões do clima no planeta e pensa que as crises só se resolvem com gente capaz. Para si acreditar em Deus é uma subjetividade de cada um. Não se sente realizado e diz que a plenitude é impossível de alcançar. Gosta de ler Carl Sagan.

 

Como foi a sua infância?

Sou natural de Setúbal. Tenho boas memórias de uma cidade calma em que ia a pé de casa para a escola. Frequentava a Academia Luísa Todi. O Largo de Jesus era um local muito agradável rodeado de árvores. Na escola primária fiz o que me competia. Tenho excelentes recordações das brincadeiras e da boa disposição dos colegas. Não havia bullying nem se falava em tal coisa… 

 

O primeiro amor…

Foi complicado… Abriu a vida para outras questões e dúvidas até aí inexistentes.

 

E o primeiro emprego…

Foi bom. Na Câmara Municipal de Santiago do Cacém, onde era desenhador. Ainda frequentava o curso de arquitetura em Lisboa. Era muito bem pago.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma casa acolhedora. Sou muito de viagens. A minha casa é sempre o sítio de retorno e de partidas.


O que pensa do Mundo?

Está completamente desregulado por quebra das regras existentes e por não sabermos para onde vamos. Tudo isso cria a ambiguidade gigantesca em que vivemos. As questões do clima do planeta estão-nos a ultrapassar por muita tecnologia que tenhamos.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Não me sinto realizado. Acho que ainda não atingi o que sonhava, o que queria para a minha vida e para o mundo. É impossível atingir a plenitude.

 

Como se resolve a crise?

As crises resolvem-se com gente capaz que sabe o que faz e consegue fazer. Claro que há gente capaz mas anda de certa forma perdida.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Acredito em Deus mas sou um homem ligado à ciência. Acreditar em Deus, não deixa de ser uma subjetividade de cada um. Penso que Deus existe dentro de nós e a ciência explica a evolução das espécies e do surgimento do ADN.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Não mudaria nada porque não gosto de voltar atrás. O que está feito é passado e não há nada a alterar nem pode ser alterado.

 

Que faz no presente e que projectos para o futuro?

Trabalho na área ambiental quer em Portugal no ICNF, como no estrangeiro com o PNUD. Também sou pintor e procuro tirar partido desta vertente da arte porque me dá mais visão se a articular com as matérias da ciência. No futuro pretendo continuar com estas atividades e com esta visão alargada do mundo.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Montanhas e praia

 

Um Livro:

Livros de ciência e cosmologia do Carl Sagan

 

Uma Música:

Peter Gabriel

 

Um Ídolo:

O meu pai

 

Um prato:

Bacalhau

 

Um conceito:

Liberdade e transparência

 

publicado por Joaquim Gouveia às 12:37

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