Entrevistas de JoaQuim Gouveia

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Jan 19

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“ESTAMOS A VIVER NUMA ÉPOCA DE EGOÍSMO”

 

Luis Profano é presidente da Associação de Moradores do casal das Figueiras. Nasceu e cresceu em ambiente solidário naquele bairro. Começou a trabalhar com apenas 14 anos na chapelaria Mendes, para ajudar a família. Sobre o mundo pensa que estamos a viver num tempo de algum egoísmo e afastamento entre as pessoas. Para si a crise resolvia-se com boa vontade dos políticos. Não se arrepende do seu passado porque se considera uma pessoa feliz. Gostou de ler “20.000 mil léguas submarinas”, o seu avô é o seu ídolo e prima pela honestidade.

 

Como foi a sua infância?

Nasci no Casal das Figueiras e fui criado neste bairro. Frequentei a escola primária do Viso, com o professor Santos. Fui um aluno razoável. Tinha muita brincadeira com os meus amigos. Havia alturas em que brincávamos mais, geralmente nas férias. Antigamente tínhamos tempo para brincar o que não acontece com as crianças de hoje. Os telemóveis e os computadores retiraram a convivência que nós tínhamos. Hoje há pouca convivência entre os mais novos.

 

O primeiro amor…

Foi com uma colega de escola. Eu devia ter 8 anos. Foi um namoro de crianças. Era giro dizermos que tínhamos uma namorada.

 

E o primeiro emprego…

Na chapelaria Mendes. Tinha 14 anos. Não me recordo de quanto ganhava.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma casa humilde. Tem o que é necessário para se viver com conforto e dignidade. É uma casa familiar.

 

O que pensa do Mundo?

Penso que estamos a viver numa época de algum egoísmo porque já não existe muito convívio entre as pessoas como havia antigamente. Lembro-me quando era miúdo havia partilha no meu bairro entre as pessoas que eram pobres mas solidárias. A evolução provocou este afastamento entre as pessoas.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sim. Sempre tentei contribuir para o meu bairro e estou feliz por o ter conseguido. Profissionalmente tive um percurso muito bom. Nunca me faltou trabalho e hoje sou funcionário da EDP.

 

Como se resolve a crise?

Quem faz a crise são os políticos. Existem muitas coisas que se resolviam se houvesse vontade politica. Não tenho partido mas costumo votar em quem acredito. Se os políticos tivessem boa vontade a crise resolvia-se.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou católico não praticante. Não posso dizer que acredito em Deus, mas acredito em Jesus. Acho que há algo mas não sei se é Deus, ou outra entidade qualquer.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Pouco ou nada. Tenho um casamento feliz, uma filha que adoro e tenho trabalho e saúde. Não me arrependo do meu passado.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente da Associação de Moradores do bairro Casal das Figueiras e trabalho na EDP, onde penso continuar até à minha reforma. Se continuar na direção da associação vou tentar resolver alguns problemas do bairro.




CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Brasil

 

Um Livro:

20.000 Léguas Submarinas (Júlio Verne)

 

Uma Música:

Elvis Presley

 

Um Ídolo:

O meu avô

 

Um prato:

Peixe assado

 

Um conceito:

Honestidade

 

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publicado por Joaquim Gouveia às 13:00

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