Entrevistas de JoaQuim Gouveia

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“O MUNDO DE HOJE É UM LUGAR PERIGOSO”

 

O Dr. Luís Sebastião é o presidente da Associação Cristã da Mocidade de Setúbal e professor na Escola de Ciências Empresariais. Natural de Odemira recorda a infância com carinho no tempo em que a força dos valores e dos costumes era muito evidente. Sobre o mundo tem a ideia de que é um lugar perigoso e que terão de ser as novas gerações a transformar o planeta. Sobre a crise diz que é necessário repensar alguns pilares fundamentais do Estado. É crente em Deus e gosta da obra de Sebastião da Gama.

 

Como foi a sua infância?

Nasci em Odemira e foi aí que cresci e morei até aos 17 anos. Tenho memórias incríveis da minha infância que foi passada no contacto direto com a natureza e com os valores de uma comunidade pequena e rural onde era muito fácil construir relações duradouras. A força dos valores e dos costumes era muito marcada como o respeito e a solidariedade entre todos. Na escola fui um bom aluno. Tenho as melhores memórias do tempo de escola. Lembro-me, ainda, de jogar à bola na rua e no largo da estação. Havia muita liberdade para se brincar.

 

O primeiro amor…

Tive uma paixão na adolescência por uma miúda que se chamava Simone. Foi um namoro inconsequente.

 

E o primeiro emprego…

Depois da licenciatura no Centro de Formação de Santiago do Cacém. Ganhava 270 contos por mês.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É um apartamento no Pinhal Novo, muito desenhado à nossa maneira. Temos uma casa de banho com calçada portuguesa. Tem muita luz. É o meu porto de abrigo porque tenho lá a minha família. É a nossa casa.

 

O que pensa do Mundo?

O mundo de hoje é um lugar perigoso onde não está garantida a sustentabilidade do ser humano. Temos que pensar em nós e a geração atual tem que pensar na sua própria sobrevivência. Acredito que as gerações vindouras têm todas as ferramentas e inteligência para transformar o planeta num local mais seguro e sustentável à existência do Homem.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sinto que sou um felizardo em termos pessoais. Tenho uma família extraordinária. Profissionalmente também me sinto realizado porque sei que todas as decisões que tomamos na organização fazem a diferença na vida das pessoas.

 

Como se resolve a crise?

Precisamos repensar alguns pilares fundamentais até do próprio Estado. Temos que refundar a natureza da relação entre eleitos e eleitores. Por outro lado temos que nos tornar numa sociedade mais qualificada. Isto é um esforço coletivo decisivo.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Sou católico e praticante, sigo os preceitos religiosos. Acho que isto não é obra do acaso porque a complexidade, a perfeição e coincidências são incrivelmente perfeitas. O Deus em que acredito é um Deus que está em cada um de nós. Deus é um criador que está no meio de nós.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

No essencial não mudaria nada. Se houvesse um momento marcante na minha vida lembrar-me-ia. Não odeio nem tenho rancores de ninguém.

 

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente da Associação Cristã da Mocidade de Setúbal e professor na Escola de Ciências empresariais. Vou ficar ligado a esta instituição para o resto da minha vida, em parte como voluntário e quero ser um contributo ativo para transformar a organização em Portugal, como a principal referência para os jovens.




CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Austrália

 

Um Livro:

Cartas de amor (Sebastião da Gama)

 

Uma Música:

Porto Côvo (Rui Veloso)

 

Um Ídolo:

Nélson Mandela

 

Um prato:

Jantar de feijão

 

Um conceito:

Humildade

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 15:08

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