Entrevistas de JoaQuim Gouveia

06
Jan 18

“ACREDITO QUE NÃO SOMOS EFÉMEROS”

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Nuno Batalha é músico na banda da Armada e dirige vários coros em Setúbal. Começou muito cedo na aprendizagem da música, arte pela qual é apaixonado e tem dedicado a sua vida. Entrou para os quadros permanentes da Marinha, com apenas 18 anos de idade, já com o 8º grau de conservatório. Pensa que o mundo carece de mais atitude e ação e que o Homem não é efémero. Não sabe como resolver a crise mas é feliz porque gere bem as suas finanças. O seu destino preferido é Bora Bora e adora leitão á bairrada.

 

Como foi a sua infância?

Tive uma infância muito feliz. Tive também o meu primeiro contato com a música na Sociedade Humanitária de Palmela, vila onde morava. Comecei logo aos 6 anos e aos 8 já tocava na banda filarmónica dessa sociedade. Na verdade, eu queria tocar clarinete, mas como tinha a mão pequena não conseguia e por isso tive de tocar requinta durante bastante tempo. Na escola fui um excelente aluno em termos de aproveitamento. Quando cheguei à primária já lia, escrevia e fazia contas. Talvez por isso, em termos de comportamento não fui um excelente exemplo. De resto, tinha imensos amigos e, para além da música, o meu passatempo preferido era jogar futebol.

 

O primeiro amor…

Foi uma vizinha. Tinha 10 anos. Brincávamos aos namorados.

 

E o primeiro emprego…

Foi a Marinha. Com 18 anos, depois de terminar o 12º ano de escolaridade e o 8º grau de conservatório. Os meus pais permitiram que optasse por continuar a estudar ou ir trabalhar. Como o gosto pela música já era muito intrínseco optei por concorrer a uma vaga na Banda da Armada, para onde entrei para os quadros permanentes.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É um espaço familiar e acolhedor que por questões de trabalho acaba quase por ser um dormitório por passar lá muito menos tempo do que gostaria. No entanto é um espaço imprescindível na minha vida onde tenho oportunidade de refletir sobre os projetos profissionais e pessoais.


O que pensa do Mundo?

Acho que carece de mais atitude e ação do que de teorização sobre a melhoria de vida do ser humano. O desenvolvimento da nossa humanidade não acompanhou o desenvolvimento intelectual. Existe demasiada gente prepotente, egocêntrica e invejosa.

 

 

 

 

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Diz-se que todo o ser humano deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Acho que prescindo do livro. No entanto, ainda me falta percorrer um longo caminho. A minha atividade profissional permite ao público apenas o bem-estar momentâneo. Adorava que esse efeito fosse mais duradouro nas pessoas. Dessa forma sentiria que a minha contribuição para a humanidade seria bem mais significativa.

 

Como se resolve a crise?

Não sei. É suficientemente gratificante para mim saber gerir bem as minhas finanças.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Acredito que não somos efémeros. Sou crente.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Não mudaria absolutamente nada. Se voltasse atrás as minhas experiências e vivências seriam as mesmas, portanto tomaria exatamente as mesmas opções.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou músico da Banda da Armada. Dirijo o Coral Infantil de Setúbal, o Coro Feminino TuttiEncantus, o Coro do Município de Setúbal, sou maestro adjunto do Coro Setúbal Voz e colaboro com a Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Setúbal. Para além disso tenho duas filhas. O futuro vou construindo com base na minha felicidade e na felicidade das minhas filhas.

 

CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Bora Bora

 

Um Livro:

Um (Richard Bach)

 

Uma Música:

Sinfonia nº 8 (Mahler)

 

Um Ídolo:

Não idolatro

 

Um prato:

Leitão à Bairrada

 

Um conceito:

“Inside my heart is breaking, my make-up may be flaking but my smile still stays on”

 

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 15:17

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