Entrevistas de JoaQuim Gouveia

16
Jan 19

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“APROVEITO A VIDA O MELHOR QUE POSSO”

 

Rui Bernardes é presidente da Academia de Futsal Estrelas de Setúbal. Teve uma infância difícil com a morte prematura do pai e a doença do irmão mais velho. Apesar disso foi um bom aluno na escola e brincou com os amigos. Sobre o mundo pensa que está muito complicado de se entender. Diz que a crise não tem solução e que os portugueses são bastante individualistas. Para si Deus e o Homem são necessários ao equilíbrio do mundo. Lê sobre desporto, gosta de Xutos e Pontapés e de cozido à portuguesa.

 

Como foi a sua infância?

Sou um menino de aldeia, de Alhadas, no concelho da Figueira da Foz. Com 11 anos perdi o meu pai que entretanto já estava reformado por invalidez. A minha mãe era doméstica e o meu irmão mais velho tinha problemas de saúde. Tive uma infância um pouco difícil. No entanto também brinquei, joguei à bola e tive muito desporto de rua. Fui um bom aluno na escola e conclui a 4ª classe sem problemas.

 

O primeiro amor…

Foi com uma colega de escola. Um namoro de escola que acabou por durar pouco.

 

E o primeiro emprego…

Aos 14 anos comecei a trabalhar nas férias escolares num sub-empreiteiro/madeireiro. Não me lembro de quanto ganhava mas sei que era muito pouco.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É uma casa familiar com 3 mulheres, 1 homem e muitos animais. É acolhedora, confortável e agradável.

 

O que pensa do Mundo?

Está a ficar complicado perceber o mundo. As relações interpessoais estão muito difíceis. As pessoas deixaram de ter um convívio são e tornaram-se mais individualistas. Há alturas em que o mundo é injusto mas também acaba por ser maravilhoso. Aproveito a vida o melhor que posso com a família, amigos, futsal e motos.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Posso dizer que sim. Consegui bons resultados em todas as empresas por onde passei e nas atividades que desempenhei tanto a nível laboral como desportivo. Tenho uma família maravilhosa o que me faz sentir realizado e feliz.

 

Como se resolve a crise?

Nunca se vai conseguir resolver. Talvez a tentemos atenuar. Parte da cultura e da mentalidade do povo. É muito difícil. O português tem uma mentalidade muito difícil de entender. Somos muito individualistas.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

São ambos necessários ao equilíbrio do mundo. Nasceram um do outro. Sou católico não praticante. Penso que nós é que nos ajudamos a nós próprios. Deus é uma metáfora.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Os meus erros fizeram parte do meu crescimento.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente da Academia de Futsal “Estrelas de Setúbal”, treinador na academia e na Associação Granja do Ulmeiro, da Associação de Futebol de Coimbra. Sou também supervisor de turno de uma empresa da Figueira da Foz e tenho atividades liberais.




CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Estados Unidos

 

Um Livro:

Leio sobre desporto

 

Uma Música:

O Homem do Leme (Xutos & Pontapés)

 

Um Ídolo:

Não tenho

 

Um prato:

Cozido à portuguesa

 

Um conceito:

Viver o dia a dia sempre com os olhos no horizonte

 

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 14:19

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