Entrevistas de JoaQuim Gouveia

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Com o apoio do HOTEL DO SADO

 

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“A GANÂNCIA DESTRÓI O MUNDO”

 

Tolentino Sardo é presidente do Centro Cultural e Desportivo da Câmara Municipal de Setúbal. Nasceu nesta cidade, frequentou a antiga escola do Sousa e começou a trabalhar com apenas 16 anos, no município local. Tem do mundo a expetativa de que a ganância destrói todos os

valores, tal como a sede de poder. Não aceita mentalidades retrógradas, fundamentalistas, fascistas e nacionalistas. Para si a crise resolve-se baixando os impostos e criando riqueza. É ateu e diz que Deus serve para entreter as pessoas. Gostava de ir de bicicleta até Israel, lê jornais e não dispensa o fado.

 

Como foi a sua infância?

Sou natural de Setúbal. Nasci no Hospital de S. Bernardo. Morei na estacada da APSS, nas Fontainhas. O meu pai era gruísta e guarda na APSS. Fiz a instrução primária na antiga escola do Sousa. Com oito anos fomos morar para Palmela. Brincava bastante nas ruas da estação de Palmela, com os brinquedos da época e com os que nós construíamos. Os troncos dos eucaliptos eram os nossos carros.

 

O primeiro amor…

Foi um amor de adolescência no ciclo de Palmela. Era uma miúda muito gira. Apenas trocámos uns olhares e pouco mais…

 

E o primeiro emprego…

Na Camara Municipal de Setúbal, com quinze anos nos serviços de higiene e limpeza. Ganhava 3.800 escudos.

 

Como é a sua casa? Como a define?

É o ninho que construí com as minhas mãos. Levou quatro anos e meio a ser construída. É o meu porto de abrigo feito com muito esforço e por isso tem mais valor. Tive sempre a ajuda da minha mulher.

 

O que pensa do Mundo?

É um espaço com vários locais diferenciados, uns melhores que outros. Há sítios que eu gostava que não existissem e no século XXI não deveriam existir certas mentalidades como os fundamentalistas, fascistas, nacionalistas e outros. O mundo podia ser um local maravilhoso para todos. A ganância destrói o mundo tal com a sede de poder.

 

Sente-se realizado humana e profissionalmente?

Sinto-me. Venho de uma classe extremamente pobre e de uma família com onze irmãos e hoje conquistei a vida a pulso trabalhando noite e dia. Mas tenho o que sempre desejei. Profissionalmente faço o que gosto.

 

Como se resolve a crise?

É difícil de resolver. Baixando os impostos, criando postos de trabalho e distribuindo a riqueza. A divida é para se ir pagando sem perder o controlo.

 

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Deus criou o Homem, ou foi o Homem quem criou Deus?

Não acredito em Deus. As religiões no geral não me dizem nada ao contrário da natureza da qual somos fruto. A natureza tudo cria e tudo transforma. Deus é um mito para entreter as pessoas, tal como o futebol e outras coisas.

 

Se pudesse voltar atrás o que mudaria na sua vida?

Gostava de ter menos vinte anos para fazer mais coisas. De tudo o que fiz não estou arrependido, só tenho pena de não poder fazer mais.

 

Que faz no presente e que projetos para o futuro?

Sou presidente do Centro Cultural e Desportivo da Câmara Municipal de Setúbal, hà 16 anos e sou trabalhador no município. Em breve vou deixar o cargo de presidente. O movimento associativo está a atravessar um mau momento com falta de valores e pessoas para dar expressão à causa.




CAIXA DAS PALAVRAS

 

Um destino:

Ia de bicicleta até Israel

 

Um Livro:

Leio jornais

 

Uma Música:

Fado

 

Um Ídolo:

Não tenho

 

Um prato:

Choco frito

 

Um conceito:

Faz algo de positivo

 

 

publicado por Joaquim Gouveia às 12:12

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